Horários De Atendimento

Segundas - 20 Hs - Mãe Ana e Pai Afonso.
Quartas - 20 Hs - Mãe Hosana e Pai Ney.
Quintas - 20 Hs - Mãe Gislaine e Pai Afonso.
Sextas --- 20 Hs - Mãe Sueli e Pai Joãozinho.
Sábados - 19 Hs - Mãe Sueli e Pai Joãozinho.

Primeira Terça-Feira do mês - 20 Hs - Gira de Desenvolvimento.
Segunda Terça-Feira do mês - 20 Hs - Gira da Corrente do Dr. Adolfo Bezerra de Menezes.
Terceira Terça-Feira do mês - 20 Hs - Gira de Desenvolvimento.
Quarta Terça-Feira do mês - 20 Hs - Gira Cigana.
Quinta Terça-Feira do mês - 20 Hs - Gira Fechada.

Primeiro Sábado do mês - 15 Hs - Jardins de Aruanda.

Endereço - Rua Meciaçu 145 Vila Ipê - Campinas SP.

sábado, 28 de maio de 2016

Oi moça! Eu sou Exu Toquinho!

       Após um dia puxado com reuniões intermináveis na empresa onde trabalhava, Sula voltou para casa com um pensamento estranho. Estava cansada e sua aparência não era das melhores, devia estar parecendo um maracujá seco. A pele repuxava pela exposição excessiva ao ar condicionado. Não saíra nem para almoçar porque precisava ganhar tempo e junto com a diretoria preparar a segunda parte da reunião para implantação de metas para o ano que estava chegando. Uma trabalheira danada. Todos falando ao mesmo tempo, quando dos intervalos para um breve descanso e um cafezinho para reanimar. E foi num desses momentos que escutou em meio a vozerio uma frase estranha, repetida duas vezes:

                - Oi moça! Eu sou o Toquinho!

                Olhou para os lados para ver se era um dos colegas, mas reparou que estavam todos distraídos e nenhum deles estava perto o suficiente para que ela ouvisse o que diziam. Afinal deveria ter confundido ou ouvido parte de alguma conversa em meio a tantos comentários. Mas quando deixava o carro na garagem do prédio ouviu novamente:

                - Oi moça! Eu sou o Toquinho!

             Pensou que outras vezes escutara frases aparentemente sem sentido e ao dormir, sonhara com fatos relacionados às mesmas. E desta vez não fora diferente. Quando Sula adormeceu sentiu um estalido na altura da nuca, parecido com o estralo de um chicote que se espalhava pelo cérebro. Uma eletricidade percorria sua coluna vertebral descendo até os pés, estendendo-se para os braços e mãos. Uma espécie de formigamento seguido de um torpor. O sono vinha logo a seguir, indo direto para os sonhos. Vivos e coloridos. Abria os olhos e estava em algum lugar conhecido ou não. Esta noite não seria diferente. Teve a deliciosa sensação de estar voando. Livre, solta no espaço. Falava com alguém que não via, mas cuja presença reconfortante e firme a guiava. Sentia o corpo leve, o peso não atrapalhava e parecia uma pluma. Olhou para baixo e percebeu que atravessavam cidades, campos, rios. Via tudo pequenino. Estranha e deliciosa sensação. Para onde se dirigiam? Logo soube a resposta, porque ante seus olhos surgiu uma pequena praia, rodeada por serras com muito verde e uma pequena vila de pescadores. Poderia dizer pelo feitio das casas e do local que pertenciam a mais ou menos dois séculos passados.

             Ficou intrigada quando pararam a alguns metros da praia cuja espuma branca misturada com a luz da lua conferia um aspecto prateado ao local.  Sabia que aguardavam alguém e quando virou para o lado esquerdo divisou um vulto franzino, de baixa estatura, parado, remexendo em uma fogueira pequena, que ardia na noite, que surgira do nada, porque quando chegaram não havia ninguém no local. Quem seria? Ficou observando. Não sentia medo. Ouviu novamente a frase que durante o dia lhe chamara atenção. Oi moça! Eu sou Exu Toquinho! Lentamente caminhou em direção à voz e foi recebida com um sorriso amável.

             Poderia dizer que a figura era de um adolescente magrinho e pequeno, entretanto o rosto era decidido e maduro. Vestia uma roupa rústica de um tom escuro. Trazia nas mãos alguns gravetos que eventualmente atirava na fogueira para avivar o fogo. Um cordão cingia a cintura e por cima vestia uma capa grossa também escura. Pés descalços. E enquanto Sula admirava a figura a sua frente,  ele falou:

             - Oi moça! Sou o Toquinho e quero deixar um recado. Adotei este nome porque foi marcante na minha caminhada. Uma vivência de sofrimento em que penei e iniciei o resgate de muitas atrocidades que cometi. Antigo capoeirista, se assim posso definir, rebelde e inconformado com a sociedade da época, usei meus talentos, conquistados com muita treino e disciplina, porque era uma pessoas magra e de baixa estatura,  para me vingar daqueles que julgava responsáveis pelo meu infortúnio. Meu apelido era Toquinho porque meus amigos diziam que me parecia com um toco, um graveto pequeno qualquer. Não gostava de ser tratado assim e o orgulho, a vaidade e a inveja tomaram conta de meu coração. Era tão forte o meu sentimento de vingança que jurei desforra e não parei nem depois que a morte me pegou de surpresa e ceifou minha vida miserável desprovida de maiores interesses pelas verdades espirituais. Aliás, minha ignorância era tanta que achava que a vida era o corpo físico, a comida, a sobrevivência e o sexo, do qual era extremamente carente porque minha aparência não era das melhores. Triste e feio desencarnei tomado de surpresa numa luta onde meu adversário aplicou um golpe baixo e sorrateiro do mesmo modo que eu costumava fazer para me livrar dos meus desafetos, que odiava do fundo de minha alma. Padeci muito, não entendia que estava morto e fui parar nas zonas umbralinas, perseguido e escravizado por aqueles que prejudicara.             Foram anos de sofrimento até o dia que não aguentando mais clamei por ajuda e gritei por Deus. Fui socorrido e amparado. Levado para um pronto-socorro no astral e lá recebi orientação, estudei e me esforcei muito para melhorar. Tão logo tive alta, pedi e me foi concedido o benefício do trabalho honesto em prol dos meus semelhantes. E aqui estou. Adotei o nome de Toquinho, para não esquecer que devo combater em mim os vícios de caráter que provocaram a minha derrocada. Trabalho servindo, ajudando e protegendo os irmãos que pedem ajuda. Mas somente aqueles que realmente merecem. Sabe moça, muitos pedem, pedem, mas a justiça de Pai Xangô não falha. E Sou convocado a agir. Uso alguns toquinhos que remexendo aqui e ali podem dar um impulso na vida do sujeito ou simplesmente derrubá-lo de volta ao seu lugar de direito. Até que aprenda a se comportar. E assim vou seguindo. Muitos manos que me veem assim franzino pensam que não sou de nada e nem forças tenho. Mas não se enganem é somente ilusão e aparência, nada mais. Sou o Toquinho e estou aqui para servir! Salve meus irmãos!   

      

             Laroyê Exu Toquinho!

Exu mirim

EXU MIRIM : AS CRIANÇAS ESQUECIDAS

Falar de Exu Mirim é falar de uma falange de espíritos que, apesar de inseridos como trabalhadores da Corrente Astral de Umbanda, ao longo dos anos, foram colocados do lado de fora dos Terreiros por puro preconceito, nascido da falta de conhecimento e da intolerância com "O Diferente".Toda discriminação é fruto da falta de competência para lidar com situações que fogem ao "senso comum". É mais fácil omitir, esconder, ignorar,desprezar do que aceitar, educar, doutrinar. Para isso, seria precisa um mínimo de esforço para aceitar "O outro" em sua essência e buscar um relacionamento saudável. Muitos umbandistas(infelizmente a maioria), por não conhecerem e não terem coragem de enfrentar desafios, ignoram solenemente esses "meninos rebeldes" da esquerda:Os Exus Mirins.

Exu Mirim é uma falange de espíritos "infantilizados" que trabalham na linha dos Exus. São as "Crianças da Esquerda".Militam ao lado dos Guardiões .Estão para estes do mesmo modo que as "Crianças da Direita"(Ibejis) estão para Caboclos e Pretos Velhos. São grandes trabalhadores do astral e por terem a roupagem fluídica e o mental de crianças apresentam características da personalidade infantil ainda em processo de lapidação: curiosidade, falta de limites,rebeldia,extrema sinceridade e intolerância. Imaginem que os Ibejis sejam aquelas crianças que todos queriam como filhos:dóceis, amorosas,inocentes. Os Mirins seriam os filhos rebeldes,questionadores e difíceis de conviver . Aquelas crianças que escondemos das visitas. São os trabalhadores de Umbanda que muitos terreiros escondem ou deixam do lado de fora por não saberem como lidar com eles. Mas Exu, que é sábio e conhece a fundo os Mirins, sabe que o trabalho desses "Exuzinhos " é imprescindível na corrente astral de Umbanda. Por isso acolheu esses espíritos em sua linha, e trabalha lado a lado com esses grandes "Pequenos Guardiões". Exu Mirim é a criança que precisamos doutrinar e amar. Cabe ao médium conhecer e saber trabalhar com essa vibratória, doutrinando e nunca permitindo se influenciar pelo mental poderoso dos Mirins. O Médium deve agir como um tutor que precisa ser muitas vezes rígido e nunca se desequilibrar mentalmente quando estiver trabalhando com esses espíritos. Muitas das façanhas de Exu Mirim se devem ao comportamento do médium . Do mesmo modo que muitos discriminam e julgam os Exus, por desconhecerem que os excessos cometidos por essas entidades partem muito mais do médium do que propriamente desses guias tão responsáveis e conhecedores do seu papel no astral. Os Exus Mirins foram vítimas da falta de conhecimento dos terreiros. Por isso foram julgados,sem direito a defesa, e condenados ao exílio.

Os Mirins são grandes trabalhadores do astral. Possuem grande conhecimento de magia e manipulam com maestria os elementais. São freqüentemente enviados,pelos Exus, aos submundos do astral como espiões. Sua sagacidade, rapidez e coragem fazem com que possam se infiltrar nas zonas inferiores sem serem percebidos. Quando enviados em missão desagregam e neutralizam trabalhos de baixa magia com a mesma facilidade que plasmam campos de força para a proteção de terreiros ou outros lugares sob a proteção dos Exus. Como quase não trabalham atuando em um médium ,quando chegam nos terreiros demonstram certos hábitos adquiridos no astral, como esconder ou camuflar o rosto. Costume adquirido por frequentemente estarem infiltrados entre os espíritos da baixa espiritualidade. Por raramente estarem interagindo com médiuns , quando estão entre os encarnados se mostram ariscos e desconfiados. No entanto, quando respeitados e bem acolhidos demonstram fidelidade e até mesmo uma certa afabilidade.

Os Exus Mirins obedecem a mesma hierarquia que os outros Exus. Não podemos esquecer que apesar de espíritos infantilizados, não deixam de ser EXUS. Trazem no ponto riscado: Os símbolos mágicos condizentes com a linha que trabalham. Os sinais cabalísticos identificam a falange a qual pertencem, o guardião a quem obedecem e o Orixá a quem estão ligados por afinidade .Recebem o "Nome de Guerra" de acordo com sua falange ou com o elemento natural que representam. Assim temos Exus Mirins do fogo, da terra, da água e do ar, se apresentando com os nomes de Labareda, Foguinho,Faísca,Fagulha, Brasinha, Caveirinha,Calunguinha, Pó de Terra, Toco de osso, Toquinho,Tiquinho,Ondinha,Malandrinho, Maria Caveirinha, Mariazinha da Calunga, Corisco, Barinha, Fumaça,Trovoada e tantos outros nomes que se apresentam nos terreiro.

As crianças da esquerda existem. Isso é um fato incontestável. São elas os incompreendidos e desprezados Exus Mirins. Os espíritos da corrente de Umbanda que foram rotulados e assumiram o arquétipo de "meninos maus". Os degredados dos terreiros, isolados,condenados ao abandono,amaldiçoados. Crianças rebeldes que fumam, bebem e atazanam a vida de quem os contrariam. Crianças de quem ninguém assume a paternidade.

Já é tempo de consertarmos essa grande injustiça. A Umbanda,mãe amorosa que acolhe a todos sem distinção, amparando e guiando um número infinito de espíritos encarnados e desencarnados, não pode abandonar os Mirins a sua própria sorte, condenando ao exílio uma de suas linhas de trabalho mais aguerridas no combate a baixa espiritualidade. Mirim é o olho que tudo vê, depurando e auxiliando os espíritos necessitados. São os "pupilos" de Exu, que os amparou dando-lhes um campo de ação na Lei de Umbanda. Os Mirins vêm resistindo bravamente ao preconceito e descaso com que são tratados, mas não deixam de cumprir o seu papel de "Pequenos Soldados da Lei". Vencendo demanda para filho de fé. Até por aqueles que olham com desprezo e desconfiança os pequeninos Exus trabalhando no terreiro. Para esses, Mirim deixa um recado: "Sou a escuridão da luz e a luz da escuridão. Sou o reflexo da tua alma. Fogo,terra,água e ar. Magia de redenção e perdição. Sou ambíguo. Exu. O menor de todos. Pequenino em minha grandeza. Apenas MIRIM!

LAROIÊ MIRIM!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quarta-feira, 25 de maio de 2016

REIKI COM AXÉ - 5º ENCONTRO DO ANO.





















REIKI COM AXÉ - 5º ENCONTRO DO ANO.
(4º Sábado do mês) - Reiki com Axé às 14h00min.
Sábado, 28 de Maio de 2016 das 14h00min as 17h00min.
Terreiro Da Vó Benedita Rua Meciaçu, 145 Vila Ipê Campinas SP.
Responsável: Mãe Nilcélia.
Evento aberto a todos que queiram desfrutar de todos os benefícios do Reiki Com Axé.
REIKI COM AXÉ
REIKI COM AXÉ - A UNIÃO DO REIKI E O AXÉ DA UMBANDA!
O Reiki COM AXÉ tem sua sessões nos 3º ou 4º Sábados de cada mês e está aberto a todos que queiram receber seu benefício!
Nosso Pai Joãozinho solicitou que mais filhos se apresentem para auxiliar no trabalho REIKI COM AXÉ e está aberto aos filhos do Terreiro da Vó Benedita para prestarem mais esta forma de caridade com aqueles que precisam!
O que é Reiki?
Reiki é transmissão de energia pelas mãos, que atuam diretamente no fóton, e nos chacras, promovendo realinhamento, desintoxicação, relaxamento e cura.
É voltado a todos e todas as idades!
Reiki é uma técnica japonesa para redução do estresse e relaxamento que promove a cura.
É transmitido através da "imposição de mãos" e baseia-se na ideia de que uma "energia vital" invisível flui através de nós e é o que nos faz estarmos vivos.
Se o nível de "energia vital" está baixo, ficamos mais propensos às doenças ou mais estressados.
Se estiver alta, somos mais felizes.
Para entender o que é Reiki, devemos entender o significado de seu nome.
A palavra Reiki é composta de duas palavras japonesas:
Rei – "sabedoria divina ou o poder superior".
Ki – "energia vital".
Acredita-se então que Reiki é a energia vital espiritualmente guiada.
O Reiki é de natureza espiritual, mas não religiosa, ele não tem nem ensina nenhum dogma e seus praticantes não precisam acreditar em nada para aprender a usá-lo ou recebê-lo.
Em fato, Reiki não depende de crença, fé ou religiosidade para fazer efeito.
Mas o REIKI COM AXÉ e a união entre o REIKI a RELIGIÃO a ESPIRITUALIDADE e o AXÉ da UMBANDA Trabalhando juntos!
Agora que você já sabe um pouquinho sobre o REIKI COM AXÉ venha, ajude e desfrute de todos os seus benefícios!

Homeagem a Santa Sara - 2016

















































































































Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
sites, caso alguem reconheça algo como sua criação e não
tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.
''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento..."
Joaozinho

paijoaozinho@terreirodavobenedita.com