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sábado, 2 de janeiro de 2016

Afinal, o que é um Orixá?

Uma das grandes dificuldades no entendimento da Umbanda para pessoas que ainda não conhecem a religião é entender o que é um Orixá.  Vivemos numa sociedade com forte base católica, nos é ensinado nas escolas o que é um Santo e o que é Deus.  É como se tivéssemos sido ensinados a contar em algarismos arábicos e, de repente, nos fosse solicitado fazer uma conta em algarismos romanos.

Eu mesma, quando comecei na Umbanda, tive uma certa dificuldade de entender a força e a beleza dessas energias vitais que ao lado de Deus (Olorum) regem nosso orbe.  Algumas leituras me ajudaram nesse entendimento e decidi compartilhar dois trechos de dois livros que me auxiliaram muito no caminho do conhecimento e acredito que também podem auxiliar a outros irmãos, que estão ingressando na Umbanda e ainda tem dificuldade de entender o que é um Orixá.  Ambos os livros são de leitura fácil e prazerosa e eu indico fortemente a leitura do livro completo.

O primeiro trecho é do livro chamado: “Natureza – onde reinam os orixás” (de Vovó Benta / Leni W. Saviscki).  Neste livro, um médium chamado Juliano juntamente com um grupo de jovens em desdobramento astral durante o sono, é conduzido a visitar o reino de cada orixá e seus servidores.  Uma belíssima estória que ilustra a área de atuação de cada uma das principais forças que regem a umbanda.  Logo no começo do livro, este trecho me chamou muita atenção e ajudou a entender como os orixás se conectam entre si e com a natureza:

Para compreender como as forças da natureza interagem – o que nos auxiliará a entender a manifestação dos orixás -, basta que nos lembremos de como a natureza atua.
Exponho a seguir o que chamo de ciclo das águas para ilustrar a manifestação dos sete orixás básicos na natureza e incluo Nanã a fim de que possam compreender melhor porque a menciono como “Senhora das Águas Originais”.

Nascendo numa mina, a água (NANÃ) rola pelas pedras (XANGÔ), em queda, formando uma cachoeira (OXUM), que corre pela terra (OMULU), germinando-a para o nascimento das árvores (OXÓSSI).  Indo desaguar no mar (IEMANJÁ), sob o aquecimento do Sol (OGUM), que provoca a evaporação e precipitação na terra em forma de chuva (IANSÃ), a água reinicia o seu processo.

O culto à essas forças que agem e interagem de forma absolutamente harmônica chama-se Umbanda. Caridade e amor ao Pai, criador de tudo; amor e respeito à natureza e a tudo o que nela existe.” (Mãe Iassan A. Pery)

O segundo livro, “Contos D’Aruanda – e algumas mensagens de fé, paz e evolução” (André Cozta, ditado por Pai Thomé do Congo) traz vários contos belíssimos que narram o encontro de entre os filhos e seus pais ou mães de cabeça.  Cada uma das histórias mostra como essas pessoas (que poderiam ser quaisquer um de nós), ao atravessar uma dificuldade, encontrou em seu pai ou mãe a força que precisava para seguir em frente. 
Em um dos contos, o menino Samuel adormece na praia e encontra Mãe Janaína, enviada de Iemanjá.  É travada a seguinte conversa:

Samuel pergunta:
- Por que eu estou passando por isso tudo? Por que primeiro dona Kayala, agora a senhora? Por que a Sagrada Mãe Iemanjá não apareceu para mim lá na ilha? Não seria mais simples?
- Meu filho amado, a Sagrada Mãe Iemanjá é um Orixá. Sei que você não sabe direito o que é ser Orixá e vou lhe explicar. Os Orixás, meu filho, são divindades regentes das vibrações, dos pontos de forças da natureza, ou cuidam, cada um em sua vibração, de uma parte da natureza.  Você já ouviu falar de Deus e já ouviu falar da Mãe Natureza, não é mesmo?
- Sim, sim, já ouvi sim!
- Então, filho amado! O universo é muito complexo.  Os Orixás estão assentados à volta do Nosso Divino Criador Olorum, cada um cuidando de sua vibração, governando o que lhes cabe no Universo.  Há aproximadamente duzentos Orixás, porém, na Umbanda, cultuamos alguns deles apenas.  Você ainda vai ouvir falar sobre as Sete Linhas da Umbanda.  Elas são, na verdade, os Sete Sentidos da Vida, que são regidos por 14 Orixás, em sete pares:

1) O Sentido da Fé (que se manifesta no chacra coronário, tem como elemento o cristal) é regido pelo Sagrado Pai Oxalá e pela Sagrada Mãe Logunã-Tempo;

2) O Sentido do Conhecimento (que se manifesta no chacra frontal, tem como elemento o vegetal) é regido pelo Sagrado Pai Oxóssi e pela Sagrada Mãe Obá;

3) O Sentido da Lei (que se manifesta no chacra laríngeo, tem como elemento o ar) é regido pelo Sagrado Pai Ogum e pela Sagrada Mãe Iansã;

4) O Sentido do Amor (que se manifesta no chacra cardíaco, tem como elemento o mineral) é regido pelo Sagrado Pai Oxumaré e pela Sagrada Mãe Oxum;

5) O Sentido da Justiça (que se manifesta no chacra umbilical, tem como elemento o fogo) é regido pelo Sagrado Pai Xangô e pela Sagrada Mãe Oro Iná;

6) O Sentido da Evolução (que se manifesta no plexo solar, tem como elemento a terra) é regido pelo Sagrado Pai Obaluaê e pela Sagrada Mãe Nanã;

7) O Sentido da Geração (que se manifesta no chacra básico, tem como elemento a água) é regido pela Nossa Sagrada Mãe Iemanjá e pelo Sagrado Pai Omolu (apesar de o elemento do Pai Omulu ser Terra, ele atua no Sentido da Geração como guardião da vida);

Mãe Janaína prossegue:
- Atuando pelo lado de fora desses Sentidos da Vida, como amparadores temos:
a) O Sentido da Vitalidade, regido pelo Orixá Exu;
b) O sentido dos Desejos, regido pela Orixá Pombagira;

Ela respira fundo e continua a falar:
- Mas você terá bastante tempo e, na hora certa, compreenderá o significado disso tudo.  O mais importante agora é você saber que todas essas Divindades estão assentadas em Tronos à volta da morada de nosso Pai Maior e Divino Criador Olorum (que o padre ensinou a chamar de Deus). Você é um filho de pemba, veio à Terra nessa vida com missão predeterminada na Umbanda, para trabalhar na vibração da nossa Sagrada Mãe Iemanjá, porque você foi criado por Nosso Pai Maior na vibração aquática.  E, para concluir, respondendo ao seu questionamento: como Orixá que ela é, com tantos filhos, tantas cabeças para cuidar, precisa de uma falange grande trabalhando e auxiliando-a.

Espero com esse texto despertar a curiosidade e ajudar aos queridos irmão de fé a encontrarem o conhecimento e reforçarem sua fé.

Um grande abraço a todos e muito Axé!

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