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sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Sobre Exus e Pombajiras e a falange dos Caveiras


O médium Robson Pinheiro, através do autor espiritual Ângelo Inácio, publicaram à partir de 2006 uma trilogia de livros chamada “O reino dassombras” . A trilogia é composta dos livros “Legião”, “Senhores da Escuridão” e “A marca da besta”.  Apesar dos nomes aparentemente “pesados”, a leitura é leve e, à partir de uma história narrada (onde os personagens saem em “missão” pelas instâncias umbralinas), são apresentados conceitos, doutrinas e conhecimentos a serem explorados pelos estudiosos do espiritualismo.
No primeiro volume da série, “Legião”, é desvendada a estrutura organizacional das trevas, com suas diversas falanges (desde zombeteiros até magos negros e cientistas), explicando em detalhes a atuação de cada casta: desde a obsessão simples até técnicas modernas de obsessão complexa.  Em paralelo, são apresentados também as diversas falanges de guardiões responsáveis pelo enfrentamento destes seres, nas suas diversas especialidades.
Em um trecho do livro, a equipe espiritual (composta por Pai João de Aruanda, Ângelo Inácio e o médium Raul desdobrado) visita um cemitério onde existe uma legião de espíritos vampiros que tentam a invasão do campo santo na tentativa de roubar a energia sobrevivete dos corpos etéricos em dissolução.  A equipe é então apresentada à falange dos Caveiras, casta de guardiões responsáveis pela proteção do cemitério contra os ataques destes espíritos vampiros e do tratamento e encaminhamento das almas recém saídas do corpo físico.  Ao chegar ao cemitério, a equipe é recebida pelos guardiões da falange dos Caveiras, comandada por Tata Caveira.  É travada uma conversa entre os guardiões e a equipe, de forma a elucidar sua atuação e incumbências.
Transcrevo para vocês trechos dessa conversa, que trazem importantes fundamentos para o estudo da umbanda e dessa belíssima falange de guardiões, os Exu Caveira.

“(...) Ao contrário do que muitos médiuns ignorantes da realidade espiritual dizem, esta legião de espíritos trabalha para o bem, auxiliando nos cemitérios aqueles seres que desencarnaram e que, por algum motivo, permanecem ligados ainda aos despojos em deterioração nas sepulturas.  Especializou-se na tarefa de limpeza energética dos cemitérios, evitando que magos negros e feiticeiros ainda encarnados, mas desdorados, tenham êxito quando vêm em busca do fluido vital restante contido nos duplos (etéricos) das pessoas recém-desencarnadas.
- Por que esse nome tão bizarro, caveiras?
- Muitos guardiões utilizam-se de nomes cabalísticos , pois convivem diariamente com uma espécie de ser desencarnado, habitante das regiões inferiores, que os respeita exatamente por trazerem algo diferente, um nome ou um símbolo que evoca em sua memória espiritual algo que eles mesmos não sabem explicar.  Como trabalham em cemitérios, o símbolo mais óbvio a ser escolhido foi o da caveira. Sua tarefa, de singular importância, consiste no processo de limpeza energética, ao mesmo tempo em que realizam a transição, para as esferas mais altas, daqueles espíritos que já acordaram para algo maior.
(...)
(fala de Pai João de Aruanda) - O cruzeiro, meus filhos, presente em qualquer e todo cemitério, é o ponto de convergência de vibrações mais sutis, que atendem às necessidades dos guardiões em suas tarefas.  As pessoas que visitam os cemitérios em geral se dirigem ao cruzeiro, onde realizam suas orações para os pretensos mortos.  Com o tempo, essas mesmas vibrações, de devoção, saudade e amor, criam essa aura que se irradia daqui.  Também é nesse espaço que os chamados exu caveira, guardiões dedicados a estes distritos, reúnem-se para determinar suas ações, de cujo benefício muitas dessas almas desesperadas não podem prescindir.  Se não fosse a determinação desses comandos especializados, que trabalham no resgate e na condução das almas desequilibradas, há muito os magos negros já teriam dominado completamente os cemitérios do planeta, transformando-os em laboratórios de extração de ectoplasma.
(...)
(fala de um guardião caveira) - Há mais ou menos 40 anos recebemos a incumbência de trabalhar mais intensamente nos cemitérios. O tata, nosso orientador e líder, recebeu certos recursos das dimensões superiores e nos equipou de tal maneira que hoje formamos grupos em todo o planeta, preparados para o enfrentamento desses ataques.  Segundo o tata nos transmitiu, a ordem do Alto era para que impedíssemos a ação dos vampiros de energia e formássemos uma linha de defesa nos ambientes dos cemitérios.  Muitos magos negros e feiticeiros se apoderam de espíritos ainda prisioneiros dos despojos e os transformam em marionetes, cobaias para suas experiências.  Nesse particular, os guardiões interferem profundamente nos planos dos magos das trevas, interrompendo o fluxo criado diretamente entre os cemitérios e os seus laboratórios.  O roubo de energias vitais está cada vez menos intenso.  A ordem do Alto é erradicar completamente dos ambientes inferiores qualquer vestígio da ação das trevas.
- Então o trabalho de vocês não para nunca...
- Infelizmente temos de lidar com a ignorância de inúmeros espiritualistas.  Por exemplo, quando um de nossos guardiões é percebido em reuniões mediúnicas, conduzindo espíritos para serem resgatados, somos mal interpretados pelos médiuns que não estudam nem suspeitam de nosso trabalho.  A simples visão de uma caveira evoca na mente dos sensitivos imagens negativas, associações relacionadas à morte, como se fosse um tema macabro.  É incrível o pavor que sentem pela morte muitos daqueles que lidam com os espíritos e postulam a reencarnação! Não é uma incoerência? Fato é que, ao sermos vistos, informam aos dirigentes que um exu com aspecto de caveira está presente, carregando prisioneiro outro espírito. Pronto: assumem uma atitude paternalista e, como a visão depende de quem olha, enxergam um bandido subjugando a suposta vítima.
Neste ponto da conversa, Pai João interrompeu o guardião e continuou em seu lugar:
- O dirigente, despreparado, não conhecendo o simbolismo utilizado no astral, conclui que exu caveira é a representação do mal.  Através de uma indução quase hipnótica e uma associação infeliz de idéias, alguns médiuns, a partir de então, deixam sua parte anímica falar mais alto e relatam coisas inacreditáveis a respeito dos guardiões. O espírito que deveria ser resgatado é liberado, como se fosse um sofredor, e o guardião ou exu é doutrinado, conforme dita o figurino adotado em larga escala nos centros espíritas.  Terminada a reunião, o verdadeiro obsessor foi libertado, como se fosse um espírito necessitado, livre para voltar às suas atividades, e o guardião, que é parceiro das atividades do bem, é confundido com espíritos maus.
- Isso mesmo – falou o guardião. – Por este motivo, procuramos regularmente os centros umbandistas para nos auxiliar nas tarefas, pois neles nossos trabalhadores da polícia astral manifestam-se e são conhecidos como exus caveira.  Evidentemente, também enfrentamos problemas sérios nos centros de umbanda, só que de natureza distinta. Com o tempo, porém, temos certeza de que cada vez mais umbandistas e espíritas se esclarecerão, de modo que possamos realizar um trabalho em parceria, com eficácia ainda maior.
- Se os umbandistas sabem sobre vocês e o papel que desempenham, por qual razão há problemas em sua participação?
- O conhecimento somente aos poucos vai conquistando as mentes e os corações dos verdadeiros umbandistas, assim como ocorre com todas as pessoas. Muitos médiuns e dirigentes estão cativos de idéias preconcebidas ou transmitidas por pessoas absolutamente despreparadas. Conhecem certos símbolos, sagrados para eles, e sabem de nossos nomes, é verdade. Entretanto, quando procuramos alguns médiuns para realizar um trabalho de parceria, teatralizam tanto a nossa manifestação através deles que perdem de vista o objetivo da tarefa. Existem casos extremos em que nos vemos compelidos a nos afastar, deixando o médium sozinho, entregue à encenação de um verdadeiro teatro. Encurva-se todo, fala palavras incompreensíveis, até mesmo palavrões, como se nos comportássemos de modo tão grotesco.  Querem apenas uma plateia para aplaudir sua performance notável.
-Graças ao investimento do Alto, vem surgindo uma geração de umbandistas cada vez mais conscientes, que têm procurado estudar, conhecer mais e trabalhar melhor sua mediunidade, de maneira mais afeita aos ideais superiores, o que também os torna mais aptos a promover resgates, defesas e limpezas no astral, atividades com as quais muitos guardiões de diversas falanges, estão seriamente comprometidos.
(...)
“Em seguida o local ficou repleto de guardiões. Notei também que algumas mulheres, semelhantes à polícia feminina, acorriam ao local (...). Eram espíritos de mulheres dotados de intenso magnetismo e que transmitiam segurança, dando a impressão de conhecer perfeitamente a tarefa que as aguardava. Estranhei pois até aquele momento só observara a presença de espíritos com aparência masculina naquela equipe de guardiões do campo-santo.
- Constituem a chamada polícia feminina do astral. Na umbanda, são conhecidas como pombajiras ou bombonjiras, como expressam melhor alguns umbandistas.
- Mas as informações que nos chegam acerca desses espíritos... – comecei a falar, logo sendo interrompido pelo tata dos caveiras.
- Sei, Ângelo, são desastrosas. As pessoas dizem, lá entre os encarnados, que as chamadas pombajiras são espíritos de mulheres da vida, prostitutas ou coisa semelhante. Isso se deve muito mais à ignorância dos médiuns e dirigentes, que desconhecem por completo a verdadeira identidade e a importante tarefa que desempenham essas guardiãs. Na verdade, formam uma falange de amazonas do plano astral e trabalham em todo caso que envolve sentimentos e emoções mal orientadas e desequilibradas, que é sua vocação. Como o presente caso exige um acompanhamento ligado ao emocional, nada melhor do que espíritos especializados nessas questões, que, além disso, são portadores da garra e da determinação que distinguem as guardiãs comprometidas com o bem do próximo.  Elas operam nas encruzilhadas vibratórias, que não guardam relação com as chamadas esquinas das ruas terrenas. São exímias conhecedoras dos problemas do coração, da sensibilidade, e exercem seu trabalho com maestria quando se cruzam os problemas da razão, da perda do bom senso, com aqueles gerados por emoções descontroladas...
- Tenho muito o que aprender...
- Ao contrário do que muitos médiuns expressam, em seu animismo confundido com mediunismo, esses espíritos não se comportam do modo como são retratados pela incompreensão.  Para nosso desapontamento, muitos sensitivos, que desonram o verdadeiro trabalho dessas guardiãs, representam-nas, no momento da incorporação, utilizando palavrões, atitudes grotescas e maldosas, desprezando a oportunidade ímpar de concorrer para o equilíbrio dos sentimentos e das emoções, técnica que elas dominam como ninguém no astral inferior. Em suma, não podemos prescindir de sua atuação, pois nas esferas do umbral elas desempenham atividade fundamental no resgate dos espíritos comprometidos com o coração, a emoção e a sexualidade.
(...)
- É certo, Ângelo, que existem espíritos na forma feminina que abusaram da sexualidade e, no lado de cá, continuam com seus desequilíbrios, tanto quanto ocorre com espíritos na forma masculina. Muitos médiuns se sintonizam com essas entidades, que várias vezes pretendem se mostrar, através da incorporação ou da psicofonia, como sendo bombonjiras. São farsantes, espíritos inferiores e desrespeitosos, que produzem mistificações as mais diversas ao estabelecer sintonia com médiuns obtusos, comprometendo assim a imagem e o trabalho sério das verdadeiras guardiãs.”

Este trecho é excelente para despertar em nós a sede de conhecimento e a vontade de se aprofundar no tema.  Para isso, sugiro fortemente a leitura completa do livro.
Um ótimo dia a todos!

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