Horarios De Atendimento

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Quartas 20 Hs - Pai Ney e Mãe Hosana
Quintas - 20 Hs - Pai Afonso e Mãe Gislaine
Sextas 20 Hs - Mãe Sueli e Pai Joaozinho
Sabados 19 Hs - Mãe Sueli e Pai Joaozinho


Primeira Terça Feira - 20 Hs - Desenvolvimeto
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Terceira Terça Feira do mês - 20 Hs - Gira de Cura
Quarta Terça Feira do mês - Gira Cigana

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segunda-feira, 11 de março de 2013

CAMBONOS




Fonte http://www.temploxangobaru.com

Muitos acham que ser cambono é ser empregado ou que enquanto está cambonando está perdendo tempo. Essa matéria é para que haja maior compreensão sobre o que de fato é ser cambono e sua importância.
O cambono, na verdade, é um médium em desenvolvimento ou que não incorpora, mas, também, podem ser utilizados os outros médiuns. O seu trabalho dentro do templo é tão importante quanto o dos demais médiuns e, mesmo sem estar incorporado, ele é parte integrante de todo o trabalho espiritual, pois os guias espirituais se utilizam dele para retirar as energias que serão utilizadas no atendimento aos consulentes.
Muitas vezes um guia espiritual tem dificuldades de adentrar no íntimo do consulente devido à densidade energética presente na pessoa e lança mão da presença do cambono e, através deste, faz como que uma ponte conseguindo auscultar o íntimo da pessoa.
Ele zela pelo bom atendimento, ajuda a dinamizar as consultas, facilita o trabalho das entidades e serve também como intérprete destas. O cambono deverá deixar preparado todos os apetrechos de trabalho que costumam ser utilizados pela entidade que irá cambonear evitando assim atrasos desnecessários durante as consultas. O cambono, na verdade, precisa ter conhecimento de todo o culto de todas as entidades, precisando então prestar muita atenção à atuação delas durante as giras. Sempre que solicitado deve ajudar as entidades a se comunicarem com os consulentes, desde é claro, que seja treinado para isso e também que seja muito atento a tudo o que a entidade solicitar. Na verdade, o cambono, em alguns casos poderá explicar de uma forma mais simples ou mesmo interpretar o que for dito para que o consulente não distorça as palavras das entidades.
O cambono, antes de qualquer coisa, é pessoa de extrema confiança do Pai ou Mãe de Santo da casa, assim como da entidade que estiver atendendo, portanto, caso perceba qualquer coisa estranha que não faça parte dos procedimentos normais, deve reportar-se ao guia chefe ou ao Pai ou Mãe de Santo da casa na mesma hora. É por isso que é tão importante e necessário que o cambono saiba todos os procedimentos de trabalho e todas as normas da conduta que entidades e médiuns devem ter dentro do templo.
O fato de auxiliar nas consultas exige que o cambono seja discreto e mantenha sigilo sobre tudo que ouvir, não se esquecendo de que ali estão sendo tratados assuntos particulares e que não dizem respeito a ninguém além da pessoa que estiver sendo atendida e da entidade. O sigilo é um juramento de confiança que todo cambono deve ter e fazer. 
É importante saber que todo o material de uso das entidades é de responsabilidade do médium que a incorpora e que o trabalho do cambono é estar atento para que este material não falte ou acabe, devendo comunicar ao médium com antecedência quando o material estiver acabando. O cambono é um auxiliar do templo e não um empregado do médium. A lisura e a educação devem estar presentes a todo instante. Este não deve jamais confundir a entidade com a pessoa, isto é, ele é cambono do guia espiritual e não daquele médium que é apenas um irmão dentro do templo. O que ele pode, sim, é perguntar ao médium com o qual trabalha como deve proceder para prestar um melhor atendimento à entidade durante os trabalhos.
Uma prática útil e aconselhável dentro de um templo é a troca de cambonos entre as entidades. Isto traz um maior aprendizado aos cambonos e também faz com que estes se habituem a tratar todas as entidades da mesma forma sem criar laços afetivos e exagerados. Desenvolver afeto pelas entidades é comum, mas afinidade espiritual só é saudável se não conduzir à dependência, portanto o chefe da casa poderá decidir-se pelo trabalho alternado e, nesse caso, deverá fazer com que todos saibam disso com antecedência.
De vez em quando todos os médiuns, mesmo aqueles que incorporam, deveriam trabalhar como cambonos para poderem aprender mais e desenvolver a humildade, que é a característica mais importante que um médium deve ter. Somente o guia-chefe deverá ter um cambono fixo e da confiança do sacerdote, pois provavelmente participará ativamente de todas as resoluções tomadas em relação a médiuns a ao templo. Normalmente o guia-chefe requer certa rapidez e presteza em seus atos e atendimentos e só um cambono fixo poderá se prestar eficientemente como auxiliar.
Alguns requisitos importantes para os médiuns de sustentação:
Responsabilidade
Tanto quanto o médium de incorporação, o cambono, médium de sustentação, precisa conhecer a mediunidade e tudo o que diz respeito ao trabalho com espiritualidade e as energias humanas a fim de poder auxiliar eficientemente o dirigente do trabalho e os seus colegas médiuns ou não.
Firmeza mental e emocional 
Como é o responsável pela manutenção do padrão vibratório durante o trabalho, o cambono, médium de sustentação, deve ter grande firmeza de pensamento e sentimento a fim de evitar desequilíbrios emocionais e espirituais que poderiam pôr a perder a segurança do trabalho e dos outros trabalhadores. 
Equilíbrio vibratório
Como trabalha principalmente com energias que movimenta com os seus pensamentos e sentimentos, o cambono, médium de sustentação, deve ter um padrão vibratório médio elevado a fim de poder se manter equilibrado em qualquer situação e poder ajudar o grupo quando necessário.
Compromisso com a casa, o grupo, os guias espirituais e os assistidos
O cambono, médium de sustentação, deve lembrar-se de que mesmo não tomando parte direta nas assistências tem alguns compromissos a serem observados:
• Com a casa que trabalha: conhecendo e observando os regulamentos internos a fim de segui-los. Explicá-los quando necessário e fazê-los cumprir se for o caso dando o exemplo na disciplina e na ordem dentro da casa, colaborando, sempre que possível, com as iniciativas e campanhas da instituição. 
• Com o grupo de trabalhadores em que atua: evitando faltar às reuniões sem motivos justos, ou faltar sem avisar o dirigente ou o seu coordenador, procurando ser sempre pontual nos trabalhos e atividades relativas, procurando também colaborar com a ordem e o bom andamento do trabalho.
• Com os guias espirituais: lembrando que eles contam também com os cambonos, médiuns de sustentação, para atuar no ambiente e nas energias necessárias aos trabalhos a serem realizados, e que, se há faltas, são obrigados a improvisar para cobrir sua ausência. Os guias espirituais devem ser atendidos com presteza e respeito.
• Com os assistidos: que contam receber ajuda na casa e não devem ser prejudicado pelo não comparecimento de trabalhadores. Todos deverão ser recebidos e tratados com esmero, dedicação, respeito e educação. 
Ausência de preconceito
O cambono, médium de sustentação, não pode ter qualquer tipo de preconceito, seja com os assistidos, seja com os dirigentes. Ele não está ali para julgar os casos que tem oportunidade de observar, mas para colaborar para que sejam solucionados da melhor forma, de acordo com a sabedoria e a justiça de Deus. 
Discrição
O cambono, médium de sustentação, nunca deve relatar ou comentar, dentro ou fora da casa, as informações que ouve, os problemas dos quais fica sabendo e os casos que vê nos trabalhos de que participa. A discrição deve ser sempre observada, não só por respeito aos assistidos envolvidos, como também por segurança, para que entidades envolvidas nos casos atendidos não venham a se ligar a trabalhadores, provocando desequilíbrios. Os comentários só devem acontecer esporadicamente, de forma impessoal, como meio de se esclarecer dúvidas e transmitir novas informações a todos os trabalhadores e somente no âmbito do grupo, ao final dos trabalhos.
Coerência 
Tanto quanto o médium de incorporação, o cambono, médium de sustentação, deve manter conduta sadia e elevada dentro e fora da casa em que trabalha para que não seja alvo da cobrança de entidades desequilibradas no intuito de nos desmascarar em nossas atitudes e pensamentos. Como vemos, as responsabilidades dos cambonos, médiuns de sustentação, são as mesmas que as dos médiuns ostensivos e exigem deles o mesmo esforço, a mesma dedicação e a mesma responsabilidade.
Conclusão
Como vimos não é tão fácil ser um cambono. Para ser um é preciso aprender tudo sobre os Orixás, os guias espirituais, a umbanda, o templo e, principalmente, sobre a conduta que deve adotar para depois, se for o caso, ser um bom médium de incorporação e alcançar a evolução espiritual até o Pai Maior.

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