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sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Já leu essa história do ponto que cantamos no terreiro?




Há algum tempo atrás, eu estava num seminário fazendo uma palestra sobre os Pretos Velhos, e eu fiz um comentário sobre este ponto:
“Pai Joaquim, cadê Pai Mané
  Ta na mata colhendo guiné
   Diga a Le que quando vier
   “Que suba a escada e não bata o pé”

Esta cantiga, ou como queiram, este ponto, fala destas duas entidades maravilhosas de nossa umbanda, Pai Joaquim e Pai Mané que eram dois excelentes curandeiros, e cuidavam de todos, os negros com muito carinho.
 “Certa vez na senzala, o filho do dono da fazenda ficou muito doente, o fazendeiro muito rico, mandou vir médicos de todas as partes, mais nenhum deles resolveu o problema daquela criança, foi ai que então a escrava, a ama de leite da criança, falou para a esposa do fazendeiro, que o Pai Joaquim e o Pai Mané poderiam curar a criança com suas rezas e com suas ervas, a esposa do fazendeiro falou jamais, meu marido me mataria se souber que um negro escravo pois a mão em meu filho. Mais a negra foi muito insistente até que conseguiu convencer a patroa em deixar os escravos a cuidarem da criança. Daí vem à primeira parte da cantiga (desculpem mais falo cantiga, rs), a negra escrava pergunta ao Pai Joaquim onde esta o Pai Mané e ele responde, ele foi para a mata colher a guiné e as outras ervas para podermos cuidar da criança, é ai que a escrava fala pro Pai Joaquim avisar o pai Mané, quando chegar a casa não bater o pé, não fazer barulho para o fazendeiro não saber que eles estão ali. Então os dois curandeiros conseguem curar a criança, e ai vem à segunda parte da cantiga, onde todos os negros da senzala homenageiam aos dois, dizendo que vieram de tão longe para trazer a cura para os necessitados. “Pai Joaquim êê, Pai Joaquim ê a, Pai Joaquim vem la de Angola, Pai Joaquim vem de Angola , angola”. O mais curioso disso tudo, é que a criança foi curada, e ninguém teve a coragem de falar para o fazendeiro que foram os dois escravos que curaram a criança. Vcs viram uma cantiga tão simples, mais com muito fundamento. Quando eu narrei esta história no seminário teve gente que chorou de emoção, é isto ai, a humildade dos nossos Pretos Velhos, rezadores e 
curandeiros.
                                                                           Adorei as Almas Ogan Juvenal


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