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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

QUERIDOS MÉDIUNS!






Os médiuns da Umbanda, são os mesmos médiuns que trabalham em qualquer linha ligada ao Espiritismo, não havendo nenhuma diferenciação, apenas, o que normalmente ocorre é que os médiuns que trabalham na Umbanda são os de Incorporação, principalmente, já que no rito da Umbanda todo o trabalho é feito por uma entidade, não pelo médium. O médium apenas, cede seu corpo e faculdades, para a manifestação dos Guias. Os demais tipos de mediunidade ( Vidência, Auditiva, Premonitiva ), são aceitas mas sua manifestação não é tanta, já que quem procura um terreiro vem buscar nas entidades que ali estão trabalhando, as soluções de suas agruras.


Um médium de Umbanda é preparado, tanto pelos Guias, como pelo Pai de Santo. Esse, por si tem uma responsabilidade maior, saber frear os desejos terrenos dos seus filhos, pois esses desejos tendem a prejudicar o desenvolvimento do médium.
Alguns terreiros, fazem para seus participantes "Giras" próprias para desenvolvimento. Nessas giras, são passados os conhecimentos necessários. Em alguns terreiros, essas giras são feitas somente para os médiuns da corrente, não sendo permitido a presença de plateia. Uma das razões disso prende-se ao fato da liberdade do Pai de Santo de falar com esses filhos, em desenvolvimento, sem constrange-los. Alguns na ânsia de desejo, acabam confundindo um incorporação verdadeira, com a vontade de estar incorporado. O Pai de Santo, tem por obrigação, guiar esses filhos, no caminho certo, parar as "tremedeiras" e "Chacoalhos", e faze-lo entender a diferença entre vibração e incorporação. Muitos não aceitam, mas o primeiro passo para um bom desenvolvimento é saber reconhecer as diferenças.


Os médiuns em desenvolvimento, tem uma maior facilidade de receber entidades, como popularmente falam, de Esquerda, ou como eu prefiro falar, da Linha de Exús ou, dos Povos (Baiano, Boiadeiro, etc.), o motivo de tal é o foco vibracional gerado tanto pelo médium, como por essas entidades. Não é raro, achar um médium em desenvolvimento que já receba um Exu e esse fale, ande, se manifeste como se a muito esse médium o recebesse e ainda não ter se manifestado nenhuma entidade de outra linha.
Fatores que facilitam o desenvolvimento e a incorporação de um médium são o preparo do ambiente para o trabalho de desenvolvimento. Podemos citar, para exemplificar que o Som dos Atabaques, a "Gira" favorecem o desenvolvimento porque fazem o desligamento do pensamento do médium em desenvolvimento.
Existem alguns tipos de incorporação, e citaremos os mais falados :


Inconsciente : É quando o médium entra em uma espécie de transe, como se estivesse dormindo. Enquanto ele se encontra nesse estado, o Guia incorpora agindo através do corpo do médium, podemos dizer que se tornaria dono das atitudes e dos sentidos. ( Essa incorporação é rara, por assim dizer, muitos médiuns falam ser inconsciente apenas para não gerar duvidas e conflitos)

Semiconsciente : Nesse caso a existe uma consciência por parte do médium, mas mesmo com essa consciência, não há o domínio das faculdades físicas, sendo essas coordenadas pelo Guia.


Consciente : Essa é a mais comum e a de maior responsabilidade. Médiuns temem dizer que são conscientes, achando que por causa desse tipo de incorporação estariam em um estágio mais baixo, por assim dizer. Ledo engano, da parte desses. Se lhe é permitido ser consciente é que existe uma grande confiança entre o Guia e seu Médium. O Médium consciente tem o poder de omitir, alterar, acrescentar, o que lhe é dito por seu guia, se esse médium não tiver o discernimento necessário o trabalho não será feito a contento. Esse tipo de incorporação é também uma espécie de prova para o médium.


Não ouve um Pai de Santo, que não tenha sido médium antes, e isso aguça a vontade de muitos filhos de santo de se tornarem em um futuro bem mais próximo do que deveria, um Pai de Santo.
A responsabilidade de um Pai de Santo, não pode ser medida pelo tempo que ele convive na Umbanda, pesa muito o discernimento dele com relação aos demais filhos de santo e para com aqueles que irão procurar sua ajuda. Muitos gostam da pompa e do titulo, e esquecem que existe muito mais coisas do que isso. Esquecem que eles serão mentores de outros médiuns e não tendo o conhecimento necessário podem atrapalhar o desenvolvimento desses que o seguem.

É comum ver abrir, e fechar, rapidamente terreiros de Umbanda, a falta de preparo é o ponto principal desse fato. Também é fácil achar pessoas que fazem trabalhos em casa, mas, até onde o estão fazendo corretamente??? Muitas não sabem. Existem seguidores que acham que para ser um Pai de Santo é necessário o Rito de Deitada, Raspagem, etc., mas, a realidade é outra, quem determina que um médium está preparado ou não para dar mais um passo na sua evolução são seus Guias. Eles devem demonstrar que o médium alem de estar preparado é sabedor da responsabilidade que estará por assumir. Muitas coisas lhe são ensinadas no retiro da Camarinha, mas muito mais lhe é ensinado nos seus trabalhos e por suas entidades. A confiança no Pai de Santo é um fator que será de grande peso. As vezes o médium acha-se no direito de fazer a deitada, mas como o Pai de Santo não quer fazer, a vaidade é mais forte e procura-se um outro que o fará. Quando ha uma negativa por parte de um Pai de Santo é que esse não acha que o momento é propicio, seja pelo médium ou por ele próprio não estar preparado para tal. Quantos casos que eu conheço que a vaidade é tanta, que um filho deitado, suposto Pai de Santo, ao sair da Camarinha já se acha pronto para fazer outro filho de Santo. Nem ele e nem o que ele fez terão o preparo necessário para dar sequência ao trabalho.


Por causa de alguns médiuns é que a Umbanda não é, muitas vezes, levada a sério. Existe muita mistificação e falta de preparo.
Achar que se está fazendo as coisas corretamente jogando as responsabilidades para os mentores Espirituais é comum acontecer.

Os erros mais comuns, cometidos por médiuns são:
- Não aceitarem que são médiuns conscientes, preferem mentir para si e para outros, dizendo serem inconscientes. Existe uma falta de confiança gerada em relação para o médium Consciente.

- Deixar a vaidade tomar conta. Quem fez algo foi o Guia, o médium apenas emprestou, por assim dizer, seu corpo para que o Guia se manifestasse. Achar que seu Guia é mais "formoso" que o outro porque o Cocar ou a Capa que você deu para ele é mais bonita, porque a cada 10 filhos que vem no terreiro cinco querem falar com a sua entidade. Que ele se manifesta, dança mais que os outros é estar deixando a vaidade tomar a frente e esquece que a humildade é passada como ensinamento pelos seus próprios Orixás.


- Pela entidades fortes, que trabalham em sincronia achar que se está preparado para abrir seu próprio terreiro e transmitir ensinamentos. Quando for a hora certa, seus próprios guias indicarão o caminho. Não deixe a sua vontade tomar a frente da vontade dos Orixás.


- Trabalhar com apenas algumas entidades, pois elas se sobressaem das outras.


MEDIUNIDADE

Falar de mediunidade, tentar colocar em palavras o que seria esse termo, não é uma tarefa fácil. Existem conceitos que nos são passados sobre mediunidade, tipos de mediunidades, graus, etc. e, também que todas as pessoas tem o dom mediunico dentro de si, em escala e tipo de manifestação diferenciado.

Quando se fala que uma pessoa é médium a primeira correlação que vem a mente é a Incorporação, também essa é a forma mais comum de mediunidade. Apesar da existência da Mediunidade de vidência, auditiva e intuitiva e outras classificações, quando se quer classificar um médium na umbanda, é normal classifica-lo se o mesmo for um médium de incorporação.

Dizer que é um dom a Mediunidade é uma verdade, mas o que se deve também dizer é que é uma provação muito grande, um teste por assim dizer, que se pede quando se reencarna.
Pelos meus anos dentro da Umbanda, eu pude perceber, aprender e aceitar, que nem sempre um médium seja ele de qual classificação, está em um grau de evolução superior a um médium que não se manifestou a mediunidade.

Oxalá, nosso Pai Maior, presenteia muitas vezes com o dom da mediunidade aquele espirito que reencarna para cumprir uma provação e evoluir mais espiritualmente. Fazer uso desse dom de forma correta e coerente é um dos principais passos a ser dado no degrau de evolução.
Muitos frequentadores de tendas de Umbanda, querem por que querem, poder incorporar, ter seu guia, trabalhar, e se frustram quando o mesmo não ocorre. A não manifestação por vezes é a demonstração que esse espirito que hoje habita o plano físico já cumpriu determinada provação.


A principal provação que passa um médium é assumir a responsabilidade por esse dom e fazer uso dele da forma que seu livre arbítrio assim o quiser. Quando se fala que o mal uso da mediunidade pode ser punida com a perda da mesma é uma verdade, você pode ter esse seu dom suprimido, e é quase certo que em uma próxima encarnação passará pela mesma provação. Francisco Cândido Xavier, um dos médiuns mais responsável que eu conheço, uma vez falou que seu maior medo "era não ter conseguido cumprir a missão que lhe foi dada".


A responsabilidade é maior do que muitas pessoas pensam.

Para cada pessoa há uma forma de se manifestar a mediunidade, o deja-vu, termo muito conhecido e falado, é uma forma de mediunidade intuitiva ou de premonição, saber fazer uso dela é estar evoluindo espiritualmente. A paciência é uma virtude ao médium de incorporação que está se iniciando, a ansiedade é um fator negativo. O querer bloqueia as vibrações.


Se você foi presenteado com esse dom ou provação, a mediunidade, aceite-a de bom grado e faça uso dela, para atingir a evolução espiritual necessária. Não deixe que a vaidade, a ansiedade, venham a impedir que você percorra seu caminho. Apesar da jornada ser difícil você sentirá que vale a pena.

OS ORIXÁS

Crer na existência dos Orixás e o que eles representam está dentro de cada um de nós, vai da fé, do sentimento, e dos ensinamentos que nos forem passado. Os Orixás estão presentes em todas as religiões apenas em cada conceito é lhe dado um nome diferente.

Tentando simplificar O Orixá, é força e luz, de uma pureza sem par, está presente em todas as manifestações da natureza, na vida.

O Orixá, seria a o Primeiro de uma hierarquia espiritual, o degrau abaixo de um Ser Supremo, Oxalá ( DEUS ).
Os Orixás, não se manifestam em, terreiros, roças, casas de caridade, sua luz e energia é tão grande que cegaria a quem o visse ou sentisse. Os espíritos do plano superior, por afinidade, estão ligados a cada um dos orixás, fazendo uma comparação terrena, seria como um pelotão de exercito, onde o Orixá seria o comandante e os Espíritos sob seus ensinamentos os soldados.

É sua responsabilidade transmitir os ensinamentos do plano superior aos seus comandados e que esses transmitam aos espíritos que estão ainda em evolução. Por sua vez, seguindo a a mesma metáfora do exercito, seriam os soldados que se manifestam e trabalham nas Giras, com isso adquirem conhecimento e evolução para irem galgando degraus dentro da hierarquia espiritual.

É dos Orixás também, a responsabilidade de manter o equilíbrio entre os planos astral e físico.
Quando um espirito desencarnado se encontra na vibração de um Orixá esse assume características vibratórias da linha a que faz parte, assumindo características desse orixá. No Candomblé, é comum as manifestações de entidades dizendo-se um Orixá ( Ex.: Ogum, Oxossi, Xangô, etc.), na realidade está se manifestando um espirito ligado a essa família, que atua e trabalha sobre as forças e influencia desse Orixá. Na Umbanda, por sua vez, as entidades se manifestam já como emissários da linha de determinado Orixá.

Como toda a incorporação é feita em uma esfera, O Orixá, em si, não se manifesta, pois sua faixa de vibração não é compatível com a vibração dos espíritos encarnados. O corpo físico atua como um bloqueador de vibrações ou melhor como um escudo que altera o grau vibratório do corpo astral.

Na Umbanda é dito da existência de Sete Linhas, ou seja, existiriam sete vibrações diferenciadas, que seriam : Oxalá, Ogum, Oxossi, Xangô, Iemanjá, Oriente e Africana. As linhas vibratórias não podem, de forma alguma serem confundidas com os Orixás, propriamente ditos. Elas apenas determinam o tipo e o grau de vibração existente, não quer dizer que existe somente 7 orixás. Essa definição de sete linhas, alem de estar ligado ao misticismo do numero em sí, também tem suas raízes nas regiões da África, onde seriam a morada desses Orixás.

Os Orixás, mais conhecidos, são mais que sete, assim podemos dizer que alguns desses Orixás tem o mesmo fluxo de vibração de outros. Novamente volto a falar para não confundirem os Orixás com os Guias que se manifestam em terreiros.

A determinação da linha vibratória de um Orixá está ligada aos elementos da natureza que eles venham a manipular. Um único elemento ou a combinação de dois ou mais, fazem a definição da linha vibratória. Outros fatores também estão ligados aos Orixás ou o inverso, os Orixás estão ligados a outros fatores, que podemos citar como exemplo: Os dias da Semana, Os Meses do Ano, O próprio Ano em si ( Ciclo de tempo que o Planeta terra leva para dar uma volta em torno do sol), Os planetas, etc.

AS ENTIDADES

A manifestação de entidades espirituais em uma pessoa, é chamada de incorporação, mas quem seriam essas entidades???
Em comum acordo, todas as religiões com base no Espiritismo, tem como conceito que essas entidades são espíritos, desencarnados, que se manifestam por várias razões. Podem ser entidades que vem a procura de esclarecimentos e de um caminho que os levem para o plano espiritual. Podem ser espíritos evoluídos que tem como missão trazer conhecimento e esclarecimentos, etc, etc, etc.

O que se pode dizer com certeza é que essas entidades, são força e energia e saber manipular essas forças ou guia-las é uma responsabilidade enorme, que nos foi presenteada.
Quanto maior o grau de evolução de uma dessas entidades, menor é a possibilidade ou a frequência de incorporação ou manifestação no plano terreno. São inúmeras razões e explicações de tal fato, uma das entidades que se manifesta através de mim passou-me a seguinte explicação que agora eu reparto com quem estiver lendo, com a Sua autorização.
"Vocês, seres corpóreos, que vivem no plano terreno, vibram em uma frequência baixa, quando nós queremos nos manifestar, temos quem fazer com que nossa faixa de vibração se aproxime o máximo possível da faixa de vocês. Quanto mais evoluído é o Espirito mais difícil é ele conseguir vir a uma faixa de vibração inferior"
"Você pode imaginar a evolução espiritual como sendo uma escada, sendo que no primeiro degrau encontra-se os espíritos presos a matéria corpórea, em cada degrau acima encontram-se espíritos com uma evolução maior. Todos eles estão, por assim dizer, de mãos dadas, e quando um sobe um degrau, todos os que estão abaixo deles também evoluem um pouco mais"
"Como em uma hierarquia, os espíritos mais evoluídos, guiam os outros em missões que os farão atingir degraus evolutivos, ou como se fala, ganhar um pouco de luz. Podemos dizer que, quem está ligado à matéria corpórea, ainda vive nas trevas. Quando da desencarnação, o espirito liberto, segue seu caminho até o degrau evolutivo que se encontra, passando ali a exercer as funções de sua evolução".

"Os seres que vocês chamam de Anjos, e que para alguns se apresentam em uma forma etérea/corpórea, na verdade são espíritos com um grau de evolução de poucos degraus acima que a faixa de vibração corpórea, assim podem se manifestar aproximando-se da faixa vibratória da forma corpórea. Eles são guiados por espíritos superiores, os verdadeiros Anjos, Arcanjos e Serafins, da mitologia católica."

"O Exu, ou melhor as entidades ligadas a linha de Exú, tem a frequência de vibração quase idêntica a vibração dos espíritos incorporados. Quando uma entidade em um terreiro fala que vai correr uma Gira, desmanchar um trabalho, na realidade ele está dizendo que vai mandar um "Exú", seu soldado direto fazer esse trabalho, primeiro por causa do fator vibratório e segundo para que esse espirito possa com esse ato, ganhar mais força e luz para ir obtendo o grau evolutivo necessário."
Os Guias

Confundidos com os Orixás, os Guias são as entidades que se manifestam, pela incorporação nos trabalhos espirituais.

No Candomblé, em algumas linhas que seguem não só os ritos, essas entidade, são chamadas de "Encantados", e também trabalham efetuando consultas e passes.
Na Umbanda, genericamente, são chamados de Guias, sendo que dependendo do trabalho, esse termo é substituído por outros, como por exemplo, Caboclos, ao se referirem as entidades das linhas de Ogum, Oxossi e Xangô. Pretos Velhos, aos que vibram pela influencia de Irocó e que assumem a postura de escravos. Povos, quando se fala de Baianos, Ciganos, Boiadeiros. E assim vai.

Os guias que incorporam, se manifestam trazendo as características da linha vibratória a qual estão ligadas, existem, algumas características que com o tempo foram se tornando como uma assinatura e que algumas pessoas acham ser uma regra, e para essas pessoas qualquer mudança dessa regra não deixa de ser uma manifestação verdadeira. Algumas dessas características, podemos dar como exemplo:
Os Guias de Ogum, se apresentam como uma espécie de Soldado Romano
Os Guias de Oxossi, se apresentam como Índios, o mesmo acontecendo com os de Xangô.
Os Guias da Linha de Baiano, dizem ser oriundos da Bahia.
Os Guias da Linha do Oriente, quase sempre se manifestam como Ciganos.
Os Guias da Linha de Preto Velho, se manifestam como pessoas idosas, característica essa já ligada por si só ao nome da linha.
O que citei acima como exemplo, não refletem a verdade, mas já está tão enraizado que é difícil hoje em dia acabar com esse conceito. Um Índio ( Caboclo por assim dizer) pode ser muito bem um Guia de Ogum, não tendo a obrigação de se manifestar como um soldado romano, com toda a pompa, ele irá vir com todas as características que absorveu em sua vida terrena. O Baiano, pode ter nascido em qualquer lugar. A Linha do Oriente é mais ampla do que apenas Ciganos, podem se apresentar como Japoneses, Chineses, Mongois, etc., do mesmo Jeito que um Escravo Novo, pode vir na linha de Pretos Velhos, e a cor de sua pele não é influencia para a linha.
Todos os povos do Planeta, podem se manifestar em qualquer pessoa e a língua falada não é necessariamente a que ele usou enquanto estava encarnado, como ele usa as faculdades e conhecimentos do médium, ele vai falar na língua conhecida. Sua forma de falar é uma característica própria, mas sem ser regra dele falar os "EXAS e IEs", tão comuns em todos os terreiros.
Se tomarmos como exemplo um trabalho de "mesa branca", muito conhecido, ali dificilmente um espirito se manifesta com as características da Umbanda. O Guia, sabe como agir, tem o discernimento e, adaptar-se ao local onde está se manifestando é facil, para eles, mas, nada o impedirá tambem de se manifestar da mesma forma que em um terreiro.
A Umbanda, aproxima-se mais com as pessoas, os Guias que se manifestam passam a impressão de serem "mais humanos", por assim dizer. Tem, por vezes, os mesmos defeitos que a pessoa que o procura. Fala errado, fuma, bebe, ri, brinca, é sério, etc..., diferente de outros trabalhos de espiritismo. Essa forma de agir dos Guias é o imã que atrai e dá confiança para quem os procuras.
Os guias, tem livre arbítrio de se manifestarem, com as características necessárias para efetuar o seu trabalho.
Quando um guia de manifesta, ele diz seu nome, nome esse ligado a sua linha vibratória e/ou falange. O mesmo guia, pode se manifestar em mais de um médium, desde que não seja no mesmo ambiente e ao mesmo tempo, mas não é raro, encontrar no mesmo ambiente duas ou mais entidades com o mesmo nome, ai, nesse caso, são entidades que vibram na mesma linha. O Guia, tem memória para recordar-se de qualquer trabalho feito a uma pessoa, mesmo que não tenha sido feito quando da incorporação no mesmo Médium.
Uma coisa que é necessário esclarecer com relação aos Guias, seria a forma de trabalho ligado ao Exú, ou o Capangueiro, como é conhecido em alguns lugares. Toda entidade, não trabalha sozinha, quando da sua incorporação ela trás consigo, uma legião de espíritos que fazem a guarda e a proteção. Quando da necessidade de uma gira ou desmanche de algum trabalho, não é o espirito incorporado que o faz. Ele manda, por assim dizer, seu capangueiro efetuar o trabalho. (A hierarquia prevalece). Lembre-se que os Exus são considerados como a "Policia do Astral". O outro porque, está ligado a faixa vibratória das entidades da linha de Exú, estas estão mais próxima a vibração terrena gerando facilidade de desmanche ou envio de vibração. Com isso, essas entidades ganham, por assim dizer, mais luz e força, quando da execução de um trabalho.
As linhas de povos, Baianos, Boiadeiros, Crianças, etc., também vibram quase na mesma frequência que a dos espíritos encarnados, havendo pouco diferencial de vibração entre essas entidades e os Exús.
Um Guia, seja ele de que linha é, tem a mesma força que qualquer outro, não havendo um mais forte que o outro, o que diferencia é a preparação do médium.

Extraido do blog: http://povo-umbanda.blogspot.com
Postado por Aborisá Liah Ti Oyá Igbalé às 15:04
Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
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