Horários De Atendimento

Segundas - 20 Hs - Mãe Ana e Pai Afonso.
Quartas - 20 Hs - Mãe Hosana e Pai Ney.
Quintas - 20 Hs - Mãe Gislaine e Pai Afonso.
Sextas --- 20 Hs - Mãe Sueli e Pai Joãozinho.
Sábados - 19 Hs - Mãe Sueli e Pai Joãozinho.

Primeira Terça-Feira do mês - 20 Hs - Gira de Desenvolvimento.
Segunda Terça-Feira do mês - 20 Hs - Gira da Corrente do Dr. Adolfo Bezerra de Menezes.
Terceira Terça-Feira do mês - 20 Hs - Gira de Desenvolvimento.
Quarta Terça-Feira do mês - 20 Hs - Gira Cigana.
Quinta Terça-Feira do mês - 20 Hs - Gira Fechada.

Primeiro Sábado do mês - 15 Hs - Jardins de Aruanda.

Endereço - Rua Meciaçu 145 Vila Ipê - Campinas SP.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

CRIANÇAS

Por Alexandre Cumino

Por força de expressão, também chamadas de “beijada”, “Ibejis”, “Erês”, “Cosminhos” ou, o que é o mais correto, simplesmente crianças. Muito temos a aprender com as Crianças na Umbanda, “se todos tivessem olhos de Crianças não haveriam mais guerras”, “Se nos permitirmos ser mais crianças, em nosso dia-a-dia, seriamos muito mais alegres”, “A pureza das Crianças é cor em nossas vidas”, “O Reino dos Céus pertence às Crianças, aos puros de coração”, “Quando as Crianças estão em terra tudo vira arco-íris” e etc.

Muitos não conseguem ver a importância dos trabalhos das Crianças, não percebem o quanto elas realizam apenas “brincando” e comendo doces. Muitas Crianças que incorporam na Umbanda são encantados que nunca encarnaram, outras encarnaram apenas uma vez. Estão mais ligadas ao plano encantado da natureza do que ao natural humano, Crianças vibram as forças da natureza de forma sutil, mas de forma intensa, assim umas são das cachoeiras, outras das praias, do mar, das pedreiras, das matas... Quando incorporadas elas vibram, o tempo todo, a energia encantada do reino a que estão ligadas, basta entrar na sua sintonia infantil, brincando e comendo doces, que acontece toda uma limpeza espiritual. Energias negativas são absorvidas pelos mistérios que sustentam o trabalho das Crianças pela esquerda e pelo embaixo, enquanto o alto e a direita irradiam a energia que precisamos para nos amparar e mudar nossa visão de mundo. Muitas vezes queremos que nossa vida mude e esquecemos que se nós não mudamos nosso comportamento a vida também não muda. Crianças nos ajudam e muito a renovar nossas atitudes, a começar de novo, como uma criança que começa outra vez sua tarefa no plano material. Crianças estão muito ligadas às cores, ao arco-íris, alegria, desprendimento material e pureza. As Crianças não são “espíritos adultos” se passando por crianças, o que não seria nada natural, e sim “espíritos infantis”, espíritos que ainda não se humanizaram por completo. Estão mais ligadas as realidades anteriores da humana, aos planos encantados da natureza, que “estagiamos” antes de entrar no natural de reencarnações na matéria. Estão em um estágio anterior, por isso podemos considera-las espíritos infantis e elas nos vêem como mais velhos. Mas não tem a mente adormecida, algumas têm lembranças de séculos. Para vir na Umbanda passam por um preparo no astral, elas chamam de escolinha, respondem no grau de guias pois tem muito a dar e realizam um trabalho muito importante. Muitas trabalham acompanhando de perto a nossa infância, enquanto somos crianças elas têm maior acesso e facilidade para nos ajudar pois nossa vibração fica mais próxima à delas. Resumindo crianças trabalham e muito, que para elas é uma alegria. Temos crianças de todos os Orixás, a “força Ibeji” é a força infantil do plano encantado das Crianças, sincretizado com “Cosme, Damião e Doun”, um dos Orixás mais atuantes na corrente das crianças é Oxumaré, pois a ele pertence o “Mistério Crianças” (lembre-se das cores, bexigas e arco-íris), assim como o “Mistério Ancião” pertence a Obaluayê e Nanã, o “Mistério Caboclo” pertence a Oxossi, o “Mistério Baiano” pertence a Iansã e etc. Podemos oferenda-las em praças, parques e cachoeiras, ou um outro local especificado pelas mesmas.

SÃO COSME E DAMIÃO / Lea Raquel Mansin


ORAÇÃO PARA SÃO COSME E DAMIÃO

“São Cosme e Damião, que por amor a Deus e ao próximo vos dedicastes à cura do corpo e da alma de vossos semelhantes, abençoai os médicos e farmacêuticos, medicai o meu corpo na doença e fortalecei a minha alma contra a superstição e todas as práticas do mal.

Que vossa inocência e simplicidade acompanhem e protejam todas as nossas crianças. Que a alegria da consciência tranqüila, que sempre vos acompanhou, repouse também em meu coração. Que a vossa proteção conserve meu coração simples e sincero, para que sirvam também para mim as palavras de Jesus:

“ Deixai vir a mim os pequeninos, porque deles é o Reino do Céu”.

São Cosme e Damião, rogai por nós.

Que assim seja !”

PRECE A SÃO COSME E SÃO DAMIÃO

Cosme e Damião, luzeiros espíritos da corte de Oxalá, amados benfeitores, queridos guias, nós vos imploramos a vossa proteção, força, saúde e resignação para que possamos cumprir com os desígnios de Pai. Dai-nos sempre os fluidos de paz, amor alegria e felicidade que vos são peculiares. Curai nossos males, fortalecendo nossos corpos materiais, proporcionando aos nossos espíritos as satisfações que lhes sejam agradáveis. Protegei-nos e a nossos familiares; protegei também, todas as criancinhas, para que tenham, a cada dia, uma vida melhor, sob o prisma material. Que vossos fluidos sacrossan-tos, recaiam sobre nossas cabeças, é o pedido que humildemente vos fazemos.
Saravá Cosme e Damião! Saravá toda Ibejada !
Que assim seja!

Retirado do: JORNAL UMBANDA BRANCA

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

sábado, 24 de setembro de 2011

Aluguel

TERREIRO DE UMBANDA VÒ BENEDITA DO CONGO

Rua Meciaçu, 145 Vila Ipê – Campinas – São Paulo

MEMBRO da AUEESP – Associação Umbandista e Espiritualista do Estado de São Paulo

Pessoal, ainda não conseguimos arrecadar o valor do aluguel desse mês.

Quem puder colaborar , nos agradecemos

João

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Mais Trabalho!

Muitos de nossa corrente devem estar se perguntando...

Porque outra corrente?

Pra que abrir de Sábado?

Pessoal, da mesma forma que não podemos negar auxilio as pessoas que nos procuram para as consultas na sexta, não podemos também negar a Umbandistas e seus Guias que possam trabalhar, que possam cumprir sua missão.

Claro que hoje não temos mais espaço físico para isso, mas sinceramente eu como Umbandista não consigo falar não a essas pessoas.

Não me entendam mal, mas é muito difícil para mim ver Umbandistas que chegam a nossa casa com seus Guias tristes pela situação de seu médium que precisa trabalhar mas por motivos diversos , o principal deles a vaidade, não podem cumprir a missão.

È muito triste ver um Preto Velho ser colocado de lado apenas porque a situação financeira de outro médium é melhor, ou porque tem mais amizade com o chefe da casa.

Ver um Exu bravo, querendo justiça, e não fazer nada.

Não pensem que essas pessoas vem ate nossa casa por acaso não...se pensarmos assim não acreditaríamos no espiritismo.

Da mesma forma que muitos chegam ate nos para pedir auxilio e uma palavra de carinho, guiados pelos seus anjos de guarda, esses Umbandistas chegam guiados pelos seus Guias de frente, e com certeza já combinados com os mentores de nossa casa.

Da mesma forma que as situações acima são tristes, é gratificante ver esses Guias que trazem seus médiuns a nossa casa, incorporarem, muitos após muito tempo , com alegria, com alivio...

Vamos fazer força, nos dedicar e aceitar mais essa missão, mais soldados nessa guerra que estamos contra o mal....

Abraço a todos.

João Jr.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Trabalho da Mata 25/09/2011

TERREIRO DE UMBANDA VÒ BENEDITA DO CONGO

Rua Meciaçu, 145 Vila Ipê – Campinas – São Paulo

MEMBRO da AUEESP – Associação Umbandista e Espiritualista do Estado de São Paulo

Trabalho da Mata 25/09/2011

09:00 – Saida do Centro

10:00 – Casamento Joao Sandreli - Celebrante Hosana

10:15- Casamanto Afonso Lucy – Renato Erica - Celebrante Joao

10:40 – Cerimonia Religiosa Vovó Benedita

11:30 – Pausa para Lanche

12:30- Abertura trabalhos

Passagem aos Orixas

Oxala – Ogum – Oxossi – Yansa – Oxum – Cosme Damiao

Oxumare – Nana – Xango – Yemanja – Obaluae - Oxumare

20 Minutos cada Linha

Preto Velhos - Cosme Damiao -Caboclo - Boiadeiro

Baianos - Marinheiros – Exu Mirim – Pomba Gira

Exu.

Caboclos irão lavar cabeça dos filhos e as guias no Rio.

Poderemos fazer pausa entre as linhas.

Cada um devera levar os apetrechos para os trabalhos de seus guias.

Quem quiser poderá levar oferendas ao seu Santo.

O Trabalho será na Chacara Santa Luzia – saída para Jaguariuna

Após o pedágio e antes do radar entrar na estrada asfaltada.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Atas de Reuniões



 Reunião de 31.08.11     
A reunião começou com esclarecimentos acerca do trabalho que será realizado na mata.
Os membros da corrente podem levar lanches, bebidas, já que o trabalho será longo. 
Os médiuns deverão levar todo o material necessário para suas entidades possam trabalhar. 
Foi informado que em setembro sairá no Jornal Nacional da Umbanda uma matéria do nosso Terreiro.  
Também nos foi alertado que nosso Terreiro irá crescer e que por isso temos que ficar cada vez mais fortes e mais atentos pois mais gente necessitada de ajuda virá nos procurar, 
contudo,também vai aumentar a procura de pessoas com intenções desconhecidas.      
Também foi realizada uma breve explicação sobre o estatuto do centro. 
A Mãe Sueli fez considerações sobre o Estatuto e falou das diferenças existente no nosso terreiro.     
Além disso, foi objeto de discussão o perigo da vaidade para o centro e para o médium. 
Assim, foi dito que o médium tem que se policiar, tentar ser cada vez melhor consigo mesmo.      
A Mãe Sueli falou da importância de sempre estudarmos para assim termos mais consciência do que está sendo realizado no centro.      
A Lucy falou que devemos todos nos policiar durante os trabalhos. 
Neste sentido, o Joãozinho esclareceu que é principalmente no final da gira que se pega carga e que justamente por isso temos que nos manter atentos até o final dos trabalhos. 
A Hosana fez considerações sobre o médium e o domínio que este deve ter sobre seu próprio corpo. 
Assim, esclareceu que cabe a cada um de nós tentar melhorar sua própria a evolução espiritual e da entidade. 
O médium precisa se policiar, conversar com suas entidades para ir evoluindo a si próprio e aos seus guias.      
Também foi destacada o cuidado que devemos ter com a bebida. 
O médium e o cambono tem que se policiar porque pode ocorrer que a entidade vá embora e deixe algum resíduo no médium, o que é ruim. 
Justamente por isso, também foi destacada a importância do médium conversar com seus guias.      
Foi explicado que o álcool funciona como um detergente, assim como o fumo.      
Destacou-se que as vezes o médium é mais evoluído que o próprio guia e que essa relação na verdade mostra-se como uma ajuda mutua, porque os guias também estão aprendendo.      
Por fim, foi feita uma breve explicação sobre a linha de Cosme e Damião.      
Foi explicado que está é a linha mais pura da umbanda., e também a linha mais forte, é uma linha de grande poder.      
O médium tem que estar preparado para trabalhar nesta linha porque há muita mistificação, muitos espíritos zombeteiros.      
A linha é chefiada por São Cosme e São Damião que eram médicos e atendiam os pobres sem cobrar nada. 
A linha rege a maternidade,organizando a fila imensa de crianças que precisam reencarnar.      
A Fátima informou que vai levar doações a um orfanato e aceita doações e indicações de instituições que precisem de ajuda.     
A festa do centro será dia 01 de outubro, sábado.         
Reunião de 14.09.2011    
A reunião foi aberta com o depoimento do Jonas, membro da nossa corrente. 
Ao fim do seu testemunho, a mãe Sueli falou que todos da corrente formam uma grande família espiritual. 
Também foi mais uma vez destacado que é muito importante que as esposas, maridos, namorados e namoradas saibam onde o participante da corrente está, 
bem como também é importante  que eles saibam como o nosso Terreiro trabalha.   
A Mãe Sueli ainda falou que todos somos irmãos e que todos são um  elo da corrente do nosso Terreiro. 
Neste sentido, foi destacado também a importância da família.      
Houve a apresentação do Cesar, novo membro da corrente.     
Depois foram tratados os detalhes do Trabalho na Mata, que será no dia 25, domingo.
Foi combinado que o pessoal sairá do centro pontualmente as 09:00h da manhã, por respeito aos nossos guias.      
Para aqueles que não quiserem passar no centro, foi combinado um outro ponto de encontro: logo depois do pedágio da estrada Campinas- Mogi. 
Destacou-se que deve ser levados as guias e todo o material para que todas as linhas possam trabalhar. 
Quem quiser, pode levar lanche, bebidas, flores para os orixás.      
No dia será feita uma oferenda para Oxossi - será entregue  na mata uma cesta de fruta (menos abacaxi).      
Quem quiser, poderá fazer oferendas para Oxum e Xangô. 
Essas oferendas deverão ser entregues no rio. 
Deve-se ter em mente sempre manter a limpeza do lugar, deixando tanto a mata quando o rio limpos após a realização dos trabalhos.  
Sábado, dia 01 de outubro, será a festa de Cosme e Damião. 
Quem quiser e quem puder, pode trazer doces, brinquedos, enfeitar o centro, fazer sacolinhas para doação.      
Também foi informado pela Hosana que na primeira segunda feira de outubro realizaremos a primeira gira da medicina, que será fechada para os membros da corrente.     
A Laurinha e a Lucy levantaram a questão dos pontos cantados. 
O Clóvis esclareceu que o ponto cantado não pode ser cortado no meio e que sempre deve-se salvar o ponto no final.   
Também foi discutida a questão do cruzamento das linhas que está ocorrendo em nosso Terreiro. 
Primeiramente, tem que ser explicado para a assistência que existem dias certos para falar com determinada linha.      
Neste sentido, o Joãozinho falou que importância do Exu para a limpeza do médium e do Terreiro. 
Se for exclusivamente para essa finalidade , o Exu pode vir ao final dos trabalhos. 
No entanto, houve uma mudança no procedimento: o exu só poderá vir no final dos trabalhos se a entidade do próprio médium solicitar e se for autorizado pelas entidades do Joãozinho ou da Mãe Sueli.      
Também foi destacado a importância do passe e a importância do médium não tocar o consulente nesse momento, pois pode ser puxado para si uma grande quantidade de carga negativa. 
Lembrou-se que o médium está sujeito a ataques da espiritualidade oculta, razão pela qual é de extrema importância a manutenção da concentração durante os trabalhos.     
Por fim, foi destacado que a primeira consulta de qualquer consulente deve ser sempre com as entidades do Joãozinho, ou Mãe Sueli.    

sábado, 17 de setembro de 2011

Trabalhos 2012

TERREIRO DE UMBANDA VÒ BENEDITA DO CONGO

Rua Meciaçu, 145 Vila Ipê – Campinas – São Paulo

MEMBRO da AUEESP – Associação Umbandista e Espiritualista do Estado de São Paulo

Boa tarde a todos...

Primeiramente quero parabenizar e agradecer a todos, nosso trabalho ontem foi maravilhoso.

Como já era esperado, nossa casa esta ficando cada vez menor para nossos trabalhos, mas não temos intenção alguma de mudar nosso Terreiro de lugar.

No entanto estamos buscando soluções para atendermos a todas as pessoas com igualdade e carinho, tanto os consulentes como nossos médiuns.

A cada sexta-feira que se passa mais médiuns bons procuram nossa casa para poderem trabalhar, e hoje infelizmente já não temos mais como colocá-los nos trabalhos de sexta, estamos encaixando todos nas giras de desenvolvimento,mas também não podemos virar as costas a pessoas boas que nos procuram, seria uma falta de respeito a eles.

Conversando com minha Mãe, chegamos a conclusão que poderíamos ter dois dias da semana de trabalhos, dividindo assim nossos médiuns em duas correntes, o dia seria Sábado das 19 as 22 hs, assim pessoas que não podem vir trabalhar na Sexta como o Rafael e a Márcia, podem continuar sua missão aos Sábados.

Sendo também que as giras de desenvolvimento seriam aos Sábados começando as 18 hs.

Volto a frisar isso, não podemos fechar nossas portas a médiuns bons que precisam trabalhar mas também temos que dar condição de trabalhos aos que já estão conosco.

Estamos planejando essas mudanças para Janeiro de 2012, ate la fico no aguardo de sugestões

Abraço a todos e bom fim de semana.

João Galerani Jr.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Marinheiros na Umbanda

MARINHEIROS

SARAVÁ OS AMRINHEIROS!!! - HEI! MARUJADA
Eles chegam do mar e desembarcam em terra, sua alegria é contagiante, abraçam a todos, brincando sempre, com aquele jeito meio “maroto”, embriagado. São os Marinheiros, grupo de Espíritos que trabalham na Umbanda em prol da caridade.
Eles conheceram muito bem o mar e a navegação, pois participaram da descoberta de novos mundos através das viagens que empreenderam que duraram anos e anos.
As Entidade de Marinheiro trabalham na Linha de Iemanjá e também de Oxum, que compõem o chamado “Povo da Água”. Seus conselhos e mensagens são sempre cheios de esperança e de fé. Costumam trabalhar em grupos. São fortes, pois enfrentarem guerras e mares agitados, mas também conheceram a calmaria e a bonança.
Dão consultas, passes e também fazem trabalhos fortes de descarrego que envolvam grandes demandas. Em algumas casas, também costumam trabalhar nas giras de desenvolvimento de Médiuns.
Quando dão consultas, essa Falange costuma ir direto ao ponto, sem rodeios, mas também sabem como falar aos consulentes sem criar um clima desagradável ou de medo. Assim, conseguem atingir fundo as almas dos aflitos que costumam procura-los em busca de auxilio e de esperança.
Carregam consigo um sentimento profundo de amizade. Nas consultas, gostam muito de ajudar àquelas pessoas que se apresentam com problemas amorosos. Seus conselhos são sempre fiéis e certeiros, têm uma grande responsabilidade e assumem o compromisso de um trabalho bem-feito.
Todas as pessoas tem uma idéia muitas vezes distorcida desta linha de trabalho. Os marinheiros são em sua grande maioria espíritos que militam a umbanda para dar sustento no campo da diluição de cargas trevosas, outros atuam como elementos de sustentação de trabalhos voltados a curas, atraindo os poderes elementais dos quais estes espíritos de alto grau espiritual, trazem consigo.
Na realidade estes abnegados servidores da lei são verdadeiros “magos que atuam nos mistérios aquáticos” e com uma forma de atuação única dentro dos domínios da umbanda. Como magos, trazem para nós, a possibilidade de nos libertar-mos de nossos entraves, com uma forma bem simpática lidam com os consulentes de forma extrovertida, deixando o assistido muito avontade com trejeitos peculiares desta linha maravilhosa da umbanda.
Muito diferente do que imaginamos, estes irmãos do astral não são e não estão embriagados, como muitos se mostram, na realidade sua forma de balanço é uma maneira de liberar suas ondas energéticas se utilizando do próprio médium.
Como isso ocorre?
Em torno do médium existe um campo de energia sustentado por seus centros de força e, além da energia gerada a partir da energia corpórea, existe um campo espiritual que se reflete em todo o ambiente. Os guias quando encorporados em seus médiuns, dançam, giram, balançam, gesticulam, etc… desta forma os guias liberam não só a energia que se desprende do médium, mas também libera de forma salutar o poder de seu mistério através de ondas magnéticas que são liberadas dentro do campo espiritual do médium e do templo. É desta forma que os marinheiros fazem, em formas onduladas, ou através de seu balanço, que mais parece de uma pessoa embriagada, é que este irmão na luz faz seu trabalho redentor dentro dos campos da Umbanda.
É importante que os médiuns e principalmente os assistidos, saibam de tal fato, para que estes não deturpem e não dêem um mal sentido aos trabalhos de Umbanda.
Os marinheiros são sustentados pelo poder de nossa Mãe Iemanjá e sua cor de actuação é a mesma desta mãe Divina, que é o azul claro. Podemos sempre que necessitarmos, activar o poder destes servidores da lei em nossa vida, acenda sua vela e faça uma prece, pedindo para eles abrirem seus caminhos e protege-los. É maravilhoso.
Todos devem estar sempre com os pensamentos voltados ao Pai Celestial, para que assim a fé interior esteja sempre renovada. Que todos tenham a consciência de que as mudanças só serão possíveis se partirem primeiramente de vosso íntimo e acreditar, lutar pelos vossos idéias. A busca do sucesso depende de vosso próprio esforço, dedicação e merecimento. Portanto, não pare no tempo, cruzando os braços a espera de milagres. Levantem-se, tenham fé, renovem suas esperanças, acreditem no poder do Pai Maior e corram atrás de seus objetivos.
Alimentem vosso espírito com muito amor, esperança e fé para assim projetar a verdadeira essência divina a todos os vossos semelhantes. Vossa mente tem um poder grandioso. Use-a para exercitar o bem, com o objetivo de unirmos nossas forças para estarmos cada vez mais ligados a Deus, receba de braços abertos à energia de todos os Orixás, dos vossos marinheiros que estão o tempo todo a vos ajudar quando solicitados.
Sejam positivos em qualquer situação.
Se você quer o melhor para sua vida, comece fazendo uma reflexão de seus próprios atos, pois muitas pessoas reclamam de determinados acontecimentos em suas vidas, mas esquecem de que tudo tem um porque. Portanto, reflitam sobre vossos pensamentos e atitudes para que não sofra conseqüências negativas.
A vida é um espelho. Vigie-a sempre. E lembre-se de que tudo pode quando trazemos “Deus” em nossos corações.

Cosme, Damião e Doum

As crianças são a alegria que contagia a Umbanda. Descem nos terreiros simbolizando a pureza, a inocência e a singeleza. Seus trabalhos se resumem em brincadeiras e divertimentos. Podemos pedir-lhes ajuda para os nossos filhos, resolução de problemas, fazer confidências, mexericos, mas nunca para o mal, pois eles não atendem pedidos dessa natureza.

São espíritos que já estiveram ou não encarnados na Terra e que optaram por continuar sua evolução espiritual através da prática da caridade, incorporando em médiuns nos terreiros de Umbanda.

É uma falange de espíritos que assume, em forma e modos, o arquétipo infantil. Como no plano material, também no plano espiritual, a criança não se governa, tem sempre que ser tutelada. É a única linha em que a comida de santo (amalás), leva tempero especial (açúcar).

É conhecido nos terreiros de Nação e Candomblé como ÊRES ou IBEJI. Na representação dos pontos riscados, Ibeji é livre para utilizar o que melhor lhe aprouver. A linha de Ibeji é tão independente quanto à linha de Exú.

Ibeijada, Erês, Dois-Dois, Crianças, Ibejis. São esses os vários nomes para essas entidades que se apresentam de maneira infantil.

No Candomblé, o Erê, tem uma função muito importante. Como o Orixá não fala, é ele quem vem para dar os recados do pai. É normalmente muito irrequieto, barulhento, às vezes brigão, não gosta de tomar banho, e nas festas se não for contido pode literalmente botar fogo no oceano!

Ainda no Candomblé, o Erê tem muitas outras funções, o yaô virado no Erê, pode fazer tudo o que o Orixá não pode, até mesmo as funções fisiológicas do médium ele pode fazer. O Erê muitas vezes, em casos de necessidade extrema ou perigo para o médium, pode manifestar-se e trazê-lo para a roça, pegando até mesmo uma condução se for o caso.

Na Umbanda mais uma vez, vemos a diferença entre as entidades/divindades. A criança na Umbanda é apenas uma manifestação de um espírito. São tão barulhentos como os Erês, embora alguns são bem mais tranqüilos e comportados.

No Candomblé, os Erês têm normalmente nomes ligados ao dono da coroa do médium. Para os filhos de Obaluaê: Pipocão e Formigão; para os de Oxossi: Pingo Verde e Folinha Verde; para os de Oxum: Rosinha; para os de Iemanjá: Conchinha Dourada; e por aí vai.

As crianças da Umbanda têm os nomes relacionados geralmente a nomes comuns brasileiros: Rosinha, Mariazinha, Ritinha, Pedrinho, Paulinho, Cosminho, Giovana etc.

As crianças de Umbanda comem bolos, balas, refrigerantes, comumente sabor guaraná ou frutas.

Os Erês do Candomblé, além desses, comem frangos e outras comidas ritualísticas, tal como o caruru. Isso não quer dizer que uma criança de Umbanda não poderá comer caruru, por exemplo. Com criança tudo pode acontecer...

Quando incorporadas em um médium, gostam de brincar, correr e fazer estripulias, como qualquer criança. É necessária muita concentração do médium, para não deixar que estas brincadeiras atrapalhem na mensagem a ser transmitida.

Os meninos são em sua maioria mais bagunceiros, enquanto que as meninas são mais quietas e calminhas. Alguns deles incorporam pulando e gritando, outros descem chorando, outros estão sempre com fome.

Estas características, que às vezes nos passam desapercebidas, são sempre formas que eles têm de exercer uma função específica, como a de descarregar o médium, o terreiro ou alguém da assistência.

Poucos são os que dão a importância devida às giras das vibrações infantis.

A exteriorização da mediunidade é apresentada nessa gira sempre em atitudes infantis. O fato, no entanto, é que uma gira de criança não deve ser interpretada como uma diversão, embora quase sempre seja realizada em dias festivos, e às vezes não consigamos conter os risos diante das palavras e atitudes que as crianças tomam.

Mesmo com tantas diferenças é possível notar a maior característica de todas: a atitude infantil, o apego a brinquedos, bonecas, chupetas, carrinhos e bolas, assim como acontece nas festas dos terreiros dedicadas às crianças comuns, que lá vão em busca de tais brinquedos e guloseimas.

A festa de Cosme e Damião, santos católicos sincretizados como Ibeji, é comemorada no dia 27 de setembro, sendo muito concorrida em quase todos os terreiros do país.

Uma curiosidade: Cosme e Damião foram os primeiros santos a terem uma igreja erigida para seu culto no Brasil. Ela foi construída em Igarassu (Pernambuco), em 1535, existindo até os dias de hoje.

Em 1951 foi declarada como patrimônio histórico artístico nacional.

Ao lado, a foto da referida Igreja.

As festas para Ibeiji têm duração de um mês, iniciando a 27 de setembro (Cosme e Damião) e terminando a 25 de outubro, devida à ligação espiritual que há entre Crispim e Crispiniano com os gêmeos católicos, pela sincretização que houve destes santos católicos com os IBEJIS ou ainda ERÊS (nome dado pelos nagôs aos santos-meninos que têm as mesmas missões).

Nas festas de Ibeiji, que tiveram origem na Lei do Ventre-Livre, desde aquela época até nossos dias, são servidos às crianças um "aluá" ou água com açúcar (ou refrigerantes adocicados), bem como o caruru (também nas Nações de Candomblés).

Não gostam de desmanchar demandas, nem de fazer desobsessões. Preferem as consultas, e em seu decorrer vão trabalhando com seu elemento de ação sobre o consulente, modificando e equilibrando sua vibração, regenerando os pontos de entrada de energia do corpo humano.

Esses seres, mesmo sendo puros, não são tolos, pois identificam muito rapidamente nossos erros e falhas humanas. E não se calam quando em consulta, pois nos alertam sobre eles.

Muitas entidades que atuam sob as vestes de um espírito infantil, são muito amigas e têm mais poder do que imaginamos. Mas como não são levadas muito a sério, o seu poder de ação fica oculto, são conselheiros e curadores, por isso foram associadas a Cosme e Damião, curadores que trabalhavam com a magia dos elementos.


MAGIA DA CRIANÇA

O elemento e força da natureza correspondente a Ibeji são TODOS, pois ele poderá, de acordo com a necessidade, utilizar qualquer um dos elementos.

Manipulam as energias elementais e são portadores naturais de poderes só encontrados nos próprios Orixás que os regem. Estas entidades são a verdadeira expressão da alegria e da honestidade, dessa forma, apesar da aparência frágil, são verdadeiros magos e conseguem atingir o seu objetivo com uma força imensa, atuam em qualquer tipo de trabalho, mas são mais procurados para os casos de família e gravidez.


ORIGEM DE "DOUM"

Este personagem material e espiritual surgiu nos cultos afros quando uma macamba (denominação de mulher, na seita Cabula) dava à luz a gêmeos e, caso houvesse no segundo parto o nascimento de um outro menino, era este considerado "Doum", que veio ao mundo para fazer companhia a seus irmãos gêmeos.

Foram sincretizados com os santos que foram gêmeos e médicos, tem sua razão na semelhança das imagens e missões idênticas com os "erês" da África, mas como faltava "doum", colocaram-no junto a seus irmãos, com seus pequenos bastões de pau, obedecendo à semelhança dos santos católicos, formando assim a trindade da irmanação.

Dizem também que, na imagem original de São Cosme e São Damião, já adultos, havia a imagem de uma criança a qual eles estavam tratando, daí para sincretizarem Doum com essa criança foi um pulo...


ONDE MORAM AS CRIANÇAS

A respeito das crianças desencarnadas, passamos a adaptar um interessante texto de Leadbeater, do seu livro "O que há além da Morte".

"A vida das crianças no mundo espiritual é de extrema felicidade. O espírito que se desprende de seu corpo físico com apenas alguns meses de idade, não se acostumou a esse e aos demais veículos inferiores e assim, a curta existência que tenha nos mundos astral e mental lhe será praticamente inconsciente. Mas o menino que tenha tido alguns anos de existência, quando já é capaz de gozos e prazeres inocentes, encontrará plenamente nos planos espirituais as coisas que deseje. A população infantil do mundo espiritual é vasta e feliz, a ponto de nenhum de seus membros sentir o tempo passar. As almas bondosas que amaram seus filhos continuam a amá-los ali, embora as crianças já não tenham corpo físico, e acompanham-nas em seus brinquedos ou em adverti-las a evitar aproximarem-se de quadros pouco agradáveis do mundo astral."

"Quando nossos corpos físicos adormecem, acordamos no mundo das crianças e com elas falamos como antigamente, de modo que a única diferença real é que nossa noite se tornou dia para elas, quando nos encontram e falam, ao passo que nosso dia lhes parece uma noite durante a qual estamos temporariamente separados delas, tal qual os amigos se separam quando se recolhem à noite para os seus dormitórios. Assim, as crianças jamais acham falta do seu pai ou mãe, de seus amigos ou animais de estimação, que durante o sono estão sempre em sua companhia como antes, e mesmo estão em relações mais íntimas e atraentes, por descobrirem muito mais da natureza de todos eles e os conhecerem melhor que antes. E podemos estar certos de que durante o dia elas estão cheias de companheiros novos de divertimento e de amigos adultos que velam socialmente por elas e suas necessidades, tomando-as intensamente felizes."

Assim é a vida espiritual das crianças que desencarnaram e aguardam sempre felizes, acompanhadas e protegidas, uma nova encarnação. É claro que essas crianças, existindo dessa maneira, sentem-se profundamente entristecidas e constrangidas ao depararem-se com seus pais, amigos e parentes lamentando suas mortes físicas com gritos de desespero e manifestações de pesar ruidosas que a nada conduzem. O conhecimento da vida espiritual nos mostra que devemos nos controlar e nos apresentar sempre tranqüilos e seguros às crianças que amamos e que deixaram a vida física. Isso certamente as fará mais felizes e despreocupadas.


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O nascimento de uma religião


O nascimento de uma religião

A Umbanda teve um inicio oficial que é o dia 16 de novembro de 1908, às 20h00 quando o Senhor Cabo­clo das Sete Encruzilhadas incorporou em seu médium Zelio Fernandino de Mo­raes e avisou aos presentes à primeira reunião ou sessão umbandista que ali es­tava sendo fundada uma nova reli­gião. Nessa manifestação histórica para a Umbanda ele também disse que, com os espíritos mais evoluídos aprende­ríamos aos mais atrasados ensinaríamos e a nenhum renegaríamos.

Também disse que, para ele todos os caminhos estavam abertos porque manifestava uma vontade do Pai de todos nós, que é Deus.

E de fato, daquela data em diante as sessões ou reuniões de Umbanda pas­sa­ram a acontecer regularmente e nunca mais pararam, multiplicando-se pos­teriormente com a abertura de mui­tos outros centros umbandistas, che­gando nos dias de hoje, um século de­pois às centenas de milhares de tendas espalhadas por todo o Brasil e em vários outros Países, popularizando-a de tal forma que não há como negar o quão proféticas foram às palavras do Senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas.

A partir da primeira manifestação ge­nuinamente umbandista começou to­do um movimento de criação e expan­são da nova religião e foi preciso em­basá-la nas religiões pré-existentes que foram fornecendo a Umbanda uma base religiosa. A religião Cristã Católica Apostólica Ro­mana, por causa do sin­cre­tismo reli­gioso já existente no Brasil e criado no pe­ríodo da escra­vidão, for­neceu as ima­gens dos seus Santos e do Mestre Je­sus, foi sincretizado com Oxalá e era o Orixá maior da Um­banda, enquanto os outros Santos simbo­lizavam outros Orixás.

Esse sincretismo religioso entre os Ori­xás e os Santos Católicos já existia e num primeiro momento, os altares um­bandistas então só tinham imagens dos Santos e de Jesus e como eles traziam consigo toda uma história, cultura e moral, as datas de comemoração dos Santos passaram a ser as dos Orixás.

Como possuíam uma ética e uma moral Cristã, estas passaram a ser parte da Umbanda.

Por fim, como era no espiritismo Kar­decista que as manifestações espirituais melhor eram explicadas, a Umbanda no seu inicio adotou a doutrina espírita como fundamentadora das manifes­ta­ções umbandistas de então, carentes de uma base própria para explicar-se como religião.

Quanto às oferendas, que os Guias Es­pirituais começaram a recomendar aos consulentes necessitados de auxilio ou aos médiuns que precisavam firmar suas forças, os Cultos de Nação aqui exis­tentes forneceram os modelos ou formas de serem feitas na natureza.

Já os espíritos que se manifestavam como Guias Espirituais de Umbanda, os Pretos velhos vinham dos Cultos de Nação então existentes, englobados hoje no Candomblé. Os Caboclos vinham da religião in­dígena aqui existente e seus nomes aludiam às tribos.

Os primeiros Pretos Velhos ti­nham seus nomes associados aos de Países Africanos tais como: Congo, An­go­la, Cambinda, Mina, Keto, etc.

Os primeiros Caboclos apresen­tavam-se como Caboclo Aymoré, Tupi, Tupiniquim, Tupinambá, etc.

Mais adiante vieram as crianças ou Eres (os gêmeos africanos) e à esquerda apre­sentavam-se com os nomes dos Exus no diminutivo, enquanto à direita apresenta­vam com nomes dos Santos no diminutivo: Pedrinho (São Pedro), Joãozinho (São João), Mariazinha (San­ta Maria), Glorinha (Nossa Senhora da Glória), Tiãozinho (São Sebastião), etc.

O tempo foi passando a Umbanda foi crescendo e as adaptações foram au­mentando sendo incorporados cama­rinhas com seus recolhimentos; des­carregos no mar, nas cachoeiras, nos ce­mitérios, nos caminhos, nas en­cruzilhadas etc, adap­tadas dos Cultos Afros aqui existentes.

Já os descarregos dentro dos Cen­tros, estes foram adaptados das ses­sões de transportes já existentes nos Centros Espí­ritas. Os cantos litúrgicos foram uma adap­tação dos Indígenas, dos Afros e dos Cris­tãos, criando o “pon­to cantado umban­dista”.

A pemba já usada nos Cultos Afros e os riscos de símbolos e signos usados pelos Índios em seus corpos durante certas ce­rimônias religiosas que, para eles, eram sagrados e só eram pintados para partici­parem delas, deram inicio à incipiente magia riscada umbandista, posteriormente encor­pada com a assi­mi­lação da simbologia cristã e oriental, criando aquilo que mais adiante ficaria conhecido como escrita Sagrada dos Orixás.

Colares de Pedras naturais, de se­mentes, de contas e de miçanga, de ossos, de dentes de animais, etc, já usados há muito pelos Pajés Indígenas e pelos Sa­cerdotes Afro-Brasileiros for­­­­­­-ne­ceram as guias ou colares de de­fesa, proteção e trabalhos para os pri­meiros umbandistas.

As sessões umbandistas adotaram o modelo espírita, mas os trabalhos ti­nham uma forma mais parecia com as ce­rimônias indígenas e as dos Cultos de Nação, com os espíritos incorporando sob o toque de tambores e dançando suas danças sagradas.

De original ou inédito havia pouco, inclusive João do Rio, em seu livro “As Religiões do Rio” nos descreve uma reu­nião muito parecida com as da Umban­da, só que muito mais antiga.

As vestes umban­distas eram parecidas com as usadas pelos espíritas (Bran­cas), mas com va­riações colo­ri­das, alusivas às cores dos Ori­xás.

Camisa verde para Oxossi;

Cami­sa xadrez para os Pretos velhos;

Cami­sa verme­lha para Ogum;

Camisa mar­rom para Xangô.

Isto para os ho­mens, porque para as mulheres eram saias e blusas azuis pa­­ra a Yemanjá, ama­rela para a Yansã, Xadrez ou Florida para Nanã, dou­rado ou também amarelo para Oxum.

De original mesmo, vieram os nomes simbólicos com que alguns Guias Espiri­tuais, começaram a apresentar-se tais como:

• Caboclo das Sete Encruzilhadas;

• Caboclo Sete Flechas;

• Caboclo das Sete Montanhas;

• Caboclo das Sete Lanças;

• Caboclo das Sete Espadas;

• Caboclo dos Sete Escudos;

• Caboclo das Sete Estrelas; etc.

E os nomes dos Exus umbandistas, também simbólicos e diferentes dos originais africanos, tais como:

• Exu Tranca Ruas; • Exu Tranca Giras;

• Exu Pemba; • Exu Ventania;

• Exu Corta Fogo; • Exu Corta Tudo;

• Exu Sete Faças; • Exu Tira Teima;

• Exu Cobra; • Exu Morcego;

• Exu dos Caminhos; • Exu Caveira

• Exu Sete Ferraduras • Exu Tatá Caveira; • Exu Sete Caveiras, etc.

E as Pombagiras, com seus nomes simbólicos ou alusivos, tais como:

• Pombagira Sete Saias;

• Pombagira Sete Punhais;

• Pombagira Sete Rosas;

• Pombagira Mirongueira;

• Pombagira Princesa

• Pombagira Rainha;

• Pombagira Menina;

• Pombagira Maria Mulambo;

• Pombagira Maria Padilha;

• Pombagira do Cruzeiro, etc.

E assim foi com quase tudo e o que era original na Umbanda passou desa­per­cebido por todos porque até os no­mes dos Orixás originais (Ogum, Oxossi, Xan­gô, etc) deram origem a nomes sim­bólicos de muitos Orixás antes inexis­tentes nos seus Cultos tradicionais na Ni­géria e suas adaptações aqui no Bra­sil, e começaram a surgir uma profusão de Orixás com nomes simbólicos, tais como:

Yansã das Pedreiras ou Sete Pe­drei­ras; Ogum Yara; Sete Lanças; Se­­­­te Escudos, etc.; Xangô Sete Montanhas; Sete Pedreiras, etc; Oxum das Sete Cachoeiras; Oxum das Pedras, etc. Oxossi Mata Virgem; Oxossi Folha Verde, etc.

À medida que os Caboclos iam se apresentando iam revelando novos nomes simbólicos de Orixás que mais adiante eram confirmados por outros médiuns em locais distantes.

Nesse primeiro século já foram revela­dos na Umbanda muitos dos Orixás regen­tes das linhas de Trabalhos Espirituais, com todos eles sendo regidos pelos tradicionais Orixás do Panteão Nagô.

Muitos novos nomes de Orixás forma trazidos nesse primeiro século da Umbanda e cremos que outros serão revelados durante o segundo século, quando então será cristalizado todo um panteão genuinamente umbandista, identificado por nomes simbólicos.

Se hoje, já com um século de existência a Umbanda destaca-se como religião, no entanto foi graças à fé, o amor e à de­di­cação dos seus semeadores anônimos que, dentro das suas Tendas humildes foram ensinando seus médiuns a sua assistência pública sobre a beleza e a Divindade dos Sagrados Orixás da Natureza e revelaram tantos nomes simbólicos de Orixás e de Guias Espirituais, que enriqueceram a Umbanda e tornaram-na tão abrangentes que só uns poucos campos da natureza ainda não tiveram os seus Orixás regentes revelados.

Mas isto, a discreta sabedoria dos Guias Espirituais fará no tempo e momento certo, concluindo todo um trabalho de semeadura de uma religião, iniciado por um jovem médium umbandista, o pri­meiro, diga-se a bem da verdade que in­corporado pelo primeiro “Caboclo de Um­banda” deu inicio à missão de con­cretização de uma vontade divina, espiri­tualizadora da humanidade.

Hoje, já passado um século, muito já foi feito, mas não é o bastante e muito mais será feito porque a cada dia novos médiuns umbandistas, alguns mais jovens ainda que o jovem Pai Zelio de Moraes ingressam na jovem religião umbandista e logo estão incorporando seus Guias que, altaneiros, dizem isso: vim em nome de Deus para servir meus irmãos encarnados na irradiação e na força dos Orixás.

Assim tem sido nesse primeiro século da Umbanda e assim haverá de ser em todos os séculos vindouros sempre aco­lhendo jovens com mediunidade, pre­parando e formando-os para que, quando amadurecerem tornam-se eles também Pais e Mães Espirituais de Umbanda Sagrada, a religião dos Orixás, fundada, aqui no Brasil pelo Senhor Caboclo das Sete Encruzi­lhadas, incorporado em seu médium e seu filho espiritual, que foi e sempre será o Pai Espiritual de todos nós, os seus filhos e herdeiros do seu legado luminoso de fé e de amor a Deus, aos Orixás, aos Guias Espirituais e aos nossos irmãos e irmãs encarnados!

Que o Divino Criador abençoe por toda a eternidade nosso querido e saudoso Pai Zelio de Morais e todos os seus Guias espirituais.

Pai Rubens Saraceni.

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