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Sabados 19 Hs - Mãe Sueli e Pai Joaozinho

Segunda Terça Feira - 20 Hs - Palestra e Desenvolvimeto
Terceira Terça Feira do mês - 20 Hs - Gira de Cura (Fechada)
Quarta Terça Feira do mês - Gira Cigana

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quarta-feira, 29 de abril de 2009

KIMBANDA e QUIMBANDA


KIMBANDA e QUIMBANDA
POR EDMUNDO PELLIZARI (RAS ADEAGBO)

Kimbanda significa algo como “cu­ran­deiro” em kimbundu, um idioma bantu falado em Angola.
O kim­banda é uma espécie de xamã africano.
O ofício do kimbanda é chamado de “umban­da”... Todos já ouvimos essa palavra por aqui.

Quimbanda é um culto afro-brasileiro com forte influência bantu e muito influ­enciado pela magia negra européia.

Kimbanda e Quim­banda se confun­dem, mas são cultos distintos e com objetivos dife­rentes.

O kimbandeiro é um membro ativo de sua comunidade,
um doutor dos po­bres e intérprete dos espíritos da Natureza.
Ético, ele sempre trabalha para o bem, a paz e a har­monia.

O quimbandeiro é um feiticeiro.
Nor­mal­mente vive afastado, não se envolve social­mente.
Na África, o kimbandeiro faz a ponte en­tre os Makungu (ancestrais divini­zados),
os Minkizes (espíritos sagrados da Natureza) e os seres humanos.

Ele entra em transe profundo, incorpora os seres invisíveis que consultam os necessitados e os aconselham na resolução dos proble­mas. Os espíritos no corpo do kimbanda falam, fumam e bebem.

Como autêntico xamã, ele sabe que a mata é um ser vivo que respira, come e sen­te.
Ela é densamente habitada por diversos tipos de entidades, que trans­mitem seu conhecimento aos sacerdotes eleitos.
Alguns destes seres se parecem a “duendes”.
Eles tem uma perna só, um olhos só ou falta algum braço.
Moram dentro da mata e podem cruzar o caminho de algum caçador.
Um Ponto Cantado para os exus na Umbanda, diz:

“Eu fui no mato,
oh ganga!
Cortar cipó,
oh ganga!
Eu vi um bicho,
oh ganga!
De um olho só,
oh ganga!”

Ganga vem de Nganga, um dos no­mes pelo qual o kim­banda é conhecido.

Nosso querido Saci Pererê é um de­les.

Ele usa o filá (gor­ro) vermelho dos kim­­bandas, o ca­chim­bo dos pretos velhos e o tabaco dos caboclos!

O quimbandeiro centra seu trabalho na figura de Exu, que é um Orixá yoruba e não um Nkizi bantu.

A entidade que se assemelha a Exu entre os bantu é chamada de
Aluvaiá, Nkuvu-Unana, Jini, Chiruwi, Mangabagabana e Kitunusi dependendo do dialeto e da região.

Aluvaiá pode ser “homem” ou “mu­lher” e sua energia permeia tudo e todas as coisas.
Ele se adapta muito bem à noção umbandista de exu (entidade masculina) e pomba gira (entidade masculina).

O quimbandeiro também invoca e incorpora as entidades associadas ao culto do magnífico Orixá Exu, os exus e pombas giras.
Pode haver sincretismo com nomes como Lúcifer, Asmodeus, Behemoth, Bel­zebu e Astaroth da Cultura Européia.

A visão das entidades também pode mudar... O kimbandeiro invoca as almas dos antigos
Tatas (pais espirituais ou sa­cerdotes curandeiros) e Yayas (mães espi­rituais ou sacerdotisas curandeiras).

Estas almas transcenderam o limite da mate­rialidade e da ignorância.
Elas possuem bondade, conhecimento e luminosidade.
Algumas não precisam mais encarnar, pois, já evoluíram o suficiente neste mundo.

O quimbandeiro invoca almas de entidades que em vida foram feiticeiros, malandros, mercadores, homens ou mu­lheres comuns, etc...
Na África o sangue é um elemento sacrificial.
O kimbandeiro oferece um ani­mal a uma entidade, prepara a carne e entrega a primeira porção ao espírito.
O resto do animal, que se tornou agora ali­mento, é compartilhado com a comuni­dade se isto acontece em data festiva.

O quimbandeiro, não está interessado em “sacrificar” (tornar sagrado), ele está preocupado com os poderes mágicos do sangue, vísceras e couro do animal. Por­tanto, teologicamente falando, ele não sacrifica.

As imagens utilizadas no culto do kim­bandeiro são feitas de pedra, madeira e barro.
Os artesãos procuram modelar as entidades da Natureza de forma natural e simples.
A imagem é consagrada cerimo­nial­mente e uma porção do espírito da entidade passa a habitar a efígie.

Na Quimbanda, na maioria das vezes, são utilizadas imagens de gesso que re­presentam os espíritos aliados.
Comu­mente estas imagens tem aspecto aver­melhado, podendo ter chifres ou não.

O kimbandeiro é um agente social.
Ele depende da comunidade e a comu­nidade depende dele.
Quando aceita um pagamento para seu trabalho, ele retira do mesmo a sua sustentabilidade.
Todo mundo sabe e pactua com isso.
Não existe abuso.
Trocas de mercadorias e favores podem substituir o dinheiro como paga­mento.
As pessoas empobrecidas são aten­didas sem nada precisar dar em troca.

As vestes do xamã bantu são normais e naturais.
Quando está trabalhando usa filá, guias de sementes, cinturão com amuletos e roupas sóbrias.
Três são os pilares do kimbandeiro: amor, honra e caridade.

O universo da Kimbanda é composto por tês mundos que se interpenetram:
o mundo celeste onde moram os espíritos celestiais e originais (alguns Minkizis e ancestrais divinizados),
o mundo natural habitado pelos homens e pelos espíritos da natureza (elementais)
e o mundo sub­terrâneo da morte e dos ancestrais.

O médium na Kimbanda é um canal entre os espíritos e os que precisam dos espíritos.
Ele é um instrumento mágico, um servidor da humanidade que pratica um transe profundo,
pois, somente ador­mecendo o ego o divino pode fluir.

Os espíritos utilizam o médium com gentileza e cuidado, sem esgotar suas reservas de energia psíquica.

A Umbanda, certamente, bebeu das águas tradicionais da Kimbanda.

Os negros bantus trouxeram sua herança espiritual, legítima, luminosa, ecológica e antiqüís­sima.
Oramos para que as antigas almas dos Tatas e Yayas nos ajudem a separar o trigo do joio.

Nzambi primeiro!

Nsala Malekun!

quinta-feira, 23 de abril de 2009

PRECE AO PODEROSO ORIXÁ OGUM


Pai Ogum, que minhas palavras e pensamentos cheguem até vós, em forma de prece, e que sejam ouvidas.
Que esta prece corra o mundo e o universo, e chegue até os necessitados em forma de conforto para as suas dores.
Que corra os quatro cantos da Terra e chegue aos ouvidos dos meus inimigos, em forma de brado de advertência de um filho de OGUM, que sou e nada temo, pois sei que a covardia não muda o destino.
OGUM, padroeiro dos agricultores e lavradores, fazei com que minhas ações sejam sempre férteis como o trigo que cresce e alimenta a humanidade, nas suas ceias espirituais, para que todos saibam que sou teu filho.
OGUM, Senhor das estradas, fazei de mim um verdadeiro andarilho, que eu seja sempre um fiel caminheiro seguidor do teu exército, e que nas minhas caminhadas só haja vitórias.
Que, mesmo quando aparentemente derrotado, eu seja um vitorioso, pois nós, os vossos filhos conhecemos a luta, como esta que travo agora, embora sabendo que é só o começo, mas tendo o Senhor como meu pai, minha vitória será certa.
OGUM, meu grande pai e protetor, fazei com que o meu dia de amanhã seja tão bom como o de ontem e hoje, que minhas estradas sejam sempre abertas, que eu trabalhe para que no meu jardim só haja flores, que meus pensamentos sejam sempre bons e que aqueles que me procuram consigam sempre remédios para seus males.
OGUM, vencedor de demandas, que todos aqueles que cruzarem a minha estrada, cruzem com o propósito de engrandecer cada vez mais a Ordem dos Cavaleiros de OGUM.
Pai, daí luz aos meus inimigos, pois eles me perseguem porque vivem nas trevas, e na realidade só perseguem a luz que vós me destes.
Senhor, livrai-me das pragas, das doenças, das pestes, dos olhos-grandes, da inveja, das mentiras e da vaidade que só leva a destruição. E que todos aqueles que ouvirem esta prece, e também aqueles que a tiverem em seu poder, estejam livres das maldades do mundo.
Que em meus caminhos, possa eu seu filho ser merecedor das vossas Bênçãos: a espada que me encoraja, o escudo que me defende e a bandeira que me protege.
Meu Pai OGUM, não me deixe cair, não me deixe tombar!
PATACURI OGUM!
OGUM YÊ, MEU PAI!
André Santos um filho de fé de Mãe Monica Caraccio
Desejamos a todos muita PAZ e muita LUZ!!! AXÉEEEEEEE!!!

A História de São Jorge


A História de São Jorge

O Santo Guerreiro e Grande Mártir do Oriente


De acordo com relatos tradicionais, São Jorge nasceu na antiga Capadócia, região que atualmente pertence à Turquia. Ainda criança, mudou-se para a Palestina com sua mãe, após seu pai morrer em batalha. Sua família possuía muitos bens, e o educou com esmero. Impetuoso e combativo, seguiu a carreira das armas. Aos 23 anos, foi promovido a capitão do exército romano, por sua dedicação e coragem. Passou a residir na Corte Imperial, em Roma, exercendo altas funções. Com a morte de sua mãe, herdou sua imensa fortuna. Desgostoso com a perseguição aos seguidores de Jesus, a quem admirava, distribuiu a fortuna aos cristãos famintos.Quando o imperador Diocleciano decretou a morte para todos os cristãos, convocou o Senado para confirmar seu decreto. São Jorge insurgiu-se contra o imperador e, diante dos Senadores, defendeu a fé cristã e afirmou que os ídolos adorados nos templos pagãos eram falsos deuses. Indagado sobre esta atitude ousada, respondeu que era por causa da Verdade, e indagado sobre o que era Verdade, respondeu que a Verdade era Jesus Cristo.Diante da fé inabalável de São Jorge, o imperador ordenou várias torturas, para obrigá-lo a ceder. São Jorge venceu todos os terríveis suplícios, sempre declarando sua fé em Jesus, e assim se transformou em mártir e exemplo para os cristãos. Sem conseguir derrotá-lo, vendo-o cada vez mais amado pelo povo, o imperador mandou degolar São Jorge, em 23 de abril de 303. Seus restos mortais foram transportados para Lidia, cidade em que o santo crescera com sua mãe. Mais tarde, o imperador cristão Constantino I mandou erguer um suntuoso oratório para os fiéis. A devoção ao Santo se espalhou por todo o Oriente, e por todo o mundo. São Jorge é padroeiro da Inglaterra, de Portugal e da Georgia.A quantidade de milagres atribuídos a São Jorge é imensa. Segundo a tradição, ele defende e favorece a todos os que a ele recorrem com fé e devoção, vencendo batalhas e demandas, questões complicadas, injustiças, perseguições e disputas. Também é bastante cultuado no Brasil pelos adeptos do Candomblé e da Umbanda, onde tem sincretismo com Ogum, o Orixá guerreiro!

Salve São Jorge!


Oh! São Jorge, Meu Santo Guerreiro,

Invencível na Fé em Deus

Que trazeis em vosso rosto a Esperança, a Confiança, abre meus caminhos!

Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge,

para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem,

tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me enxerguem,

nem pensamentos possam ter para me fazer mal

Armas de fogo, o meu corpo não alcançarão,

Facas e lanças, quebrarão sem me tocar,

Cordas, correntes, arrebentarão sem me amarrar,

Pois vosso escudo, fortalece a minha Fé!

Dona Rosa Caveira


Uma Pomba Gira nos Himalaias

Por Edmundo Pellizari

Dona Rosa Caveira é um mis­tério só.
Pomba gira pouco co­nhe­cida, tem reputação de maravilhosa curandeira e as­pecto inquietante.
Nas imagens popu­lares, ironicamente difí­ce­is de encontrar no Brasil, ela exibe um corpo meio esquelé­tico e meio humano coberto com capa e capucho.

Nos meios tradicionais é dito que ela é a “esposa” de Seu João Caveira, exu da “Velha Guar­da” do cemitério e Chefe da Linha dos Caveiras, um grupo de ser­vi­­dores fiéis e muito pres­tativos.

Em conversa ao pé do con­gá, com alguns irmãos de fé que também circulam pelos caminhos de algumas reli­giões de origem bantu (Kim­banda, Cangerê, Cabula), ou­vi que Do­na Rosa Caveira é protago­nis­ta de inú­meras lendas.

Uma delas conta que Rosa nasceu no Oriente.

Sétima filha de uma simples família do campo, desde cedo aprendeu com seus pais as artes da cura, pois eles eram afamados xamãs. Sua fa­lecida avó foi sua primeira guia espiritual.
Em sonhos, a querida al­ma da ancestral instruia e aconselhava a neta.
Rosa era uma menina privile­giada.
Aos dezenove anos ela conheceu um xamã mui­to mais velho.
Eles se apaixonaram e casaram.
Ela então começou um perío­do muito intenso de atendi­mento espiritual aos cidadãos de sua vila e arredores.
Sua vi­da trans­correu cheia de méri­tos e bênçãos.
Rosa morreria depois de seu marido, sa­bo­re­an­do o prazer de uma exis­tência de­dicada os mais necessitados.
Outra lenda nos conta o se­gre­do de seu nome...
Ao redor da ca­sinha onde sua família morava existia um roseiral selvagem.
No final da gra­videz, sua mãe não teve tempo de pedir ajuda à parteira local e a menina nasceu ali mesmo.

Daí o nome: Rosa.

Por que caveira ?

Em certas regiões do Oriente, so­bretudo na Índia, Tibet e Butão, alguns xamãs e yogues utiizam a caveira hu­mana como um cálice ritual.
A ca­veira, assim utilizada, não está relacio­nada com magia negra ou qualquer arte malévola.

No Budismo Tibetano os Lamas utili­zam uma caveira como cálice.

Também fazem um pequeno tambor com duas metades de caveira...
Na Índia ele é chamado de Damaru e a caveira de Kapala.

Quando conheci a lenda de Rosa Caveira, imediatamente percebi a co­nexão com as tradições yogues e tibe­tanas.
Na minha imaginação eu “vi” a gran­de mestra sentada numa alta mon­tanha, segurando uma caveira e em profundo estado de meditação.

Seria Rosa Caveira tibetana?

Pode ser que a lenda tenha se oci­dentalizado e a planta original, que poderia ser o lótus, tenha se trans­for­mado em rosa.
Neste caso seu nome seria Pema em tibetano. Em sânscrito, seu nome espiritual seria Kapa­la­padma (Lótus Caveira).
Na tradição budista e mágica do Tibet, Mongólia e arredores, existem mui­tas histórias e lendas com as mes­mas características das aqui men­cio­nadas.

O fato é que como Pomba Gira bra­sileira, na gira do dia-a-dia dos terrei­ros, Rosa Caveira é um pouco dife­rente de suas irmãs.
Ela não se firmou como “mu­lher da vida” ou er­ran­te marginal.
Mas se perpetuou como curandeira poderosa e ponte entre os diversos reinos do astral.

Uma outra curiosidade cir­cunda esta Pomba Gira. Rosa Ca­veira trabalha e vi­bra no cemitério...
Em algu­mas tradições orientais, as mes­­mas mencionadas acima, certo grupo de adeptos utiliza o cemitério para tra­balhos espirituais de cura e transfor­mação. Eles são cha­ma­dos de Kapa­likas ou portadores da caveira!
As mu­lhe­res do grupo, além da caveira transportam um tridente.

Certa vez eu estava caminhando com um amigo indiano pelas ruas do centro de São Paulo.
De repente, dian­te de uma loja de artigos religiosos, ele literalmente ficou paralisado!
Uma grande e vermelha estátua de Pomba Gira estava diante de nós.
Nua, majestosa, segurando um tridente e com uma caveira nos pés.

Shivaji, meu amigo indiano, se cur­­vou aos pés da imagem e disse:
“Trishula Kapala Ma! O que você faz aqui?”

Trishula Kapala Ma é a Mãe do Tri­dente e da Caveira,
uma re­pre­sen­tação do femi­nino sagra­do que po­de ron­dar os lugares de cremação.

Ela des­­trói os fantasmas ma­­lignos e os demô­nios, come as ilusões hu­ma­nas e resgata as almas das mãos dos seres das tre­vas.
Seu aspecto pode ser “terrí­vel”, mas a luz e a bonda­de emana de seu cora­ção.

Atrás do aspecto funesto de Rosa Caveira com certeza brilha a mesma luz.
Nela se encontram o Oriente e o Oci­dente, o vermelho e o branco, a vida e a morte.

Espero ter a humildade de Shivaji e também sempre me curvar diante do sagrado feminino.
Terrível ou bondoso, que importa?
Contatos com Edmundo Pellizari: ilhasanta@hotmail.com

Pajé tenta curar indiozinho cego por meningite


Ritual aconteceu em hospital de São Paulo.

Um indiozinho doente chegou a São Paulo. Os pais, desesperados, decidiram chamar um pajé para salvar a vida do menino em um ritual indígena de cura.
Em um hospital público de São Paulo, o pajé, líder espiritual da tribo, reza e canta. Ele parece sem fôlego, exausto.

Felipe é o indiozinho Kaiabi que participou do ritual. Ele tem apenas 5 anos e uma doença grave. O fungo causador da criptococose se instalou nos pulmões e no cérebro do menino, que desenvolveu uma infecção respiratória crônica e também uma forma rara de meningite. “Esse fungo existe na natureza. Então a gente pode pegar através de fezes de pombos, eucaliptos, mata, e normalmente a gente aspira esses fungos. A maioria das pessoas resolve essa infecção, porque tem defesa boa e acaba não desenvolvendo o quadro”, diz Maria Aparecida Ferrarini, pediatra infectologista da Unifesp.

Em 20%, porém, pessoas sem qualquer problema imunológico, como Felipe, podem contrair a doença. É um mistério?

“É uma criança que a gente não tem o que responder. A gente faz um toque no rosto dele, a gente conversa, cochicha com ele.
Ele é muito risonho, ele é muito bonzinho. Ele só fica chateado mesmo quando ele está com a dor, que aí ele não quer conversa, ele chora”, diz a pediatra.
A meningite aumenta a pressão dentro do crânio, o que provoca dores de cabeça muito fortes. O tratamento é penoso: há sete meses, Felipe luta contra a infecção. Primeiro em mato grosso, e, nos últimos dois meses, no hospital São Paulo. “Ele está esgotado de hospital, ele quer sair porque é muito difícil, né, permanecer, para uma criança que é criada livremente, imagina um índio, você ficar preso numa cama”, diz Maria Aparecida.
A vida de Felipe nunca mais será a mesma. “Ele está cego e isso é irreversível”, diz a médica. Apático, o menino não queria comer e nem sair da cama. A família pediu, então, a ajuda de um pajé. Yawa Mi U foi trazido pelo projeto Xingu, da Universidade Federal de São Paulo, que há mais de 40 anos trabalha com índios e hoje cuida de Felipe.

Para a tradição indígena, maus espíritos atrapalham o tratamento. “Porque ele tem os espíritos que está desviando o remédio da doença dele”, diz Yawa Mi U. A pajelança levou quatro dias. A gente viu o senhor ali caindo. O que foi aquilo? “A febre que o paciente tem e a dor que o paciente tem penetra no corpo do pajé. A gente sente muito fraco quando a gente faz pajelança”, diz o pajé. O indiozinho tomou também um banho com ervas medicinais e raízes. O remédio combate febre alta e a dor do corpo. É um remédio que só o pajé mesmo sabe. Agora ele pode tomar a medicina do hospital, agora vai combater a medicina diretamente na doença que ele tem para ele sarar o mais rápido possível. A reza não terminou no hospital. O Fantástico acompanhou o pajé, de avião e de barco, até a aldeia de Felipe, que fica na região do Xingu, em Mato Grosso. A equipe de reportagem visitou a oca do indiozinho e convesou com o avô dele.

Ele dorme junto com a mãe e com o pai. Ele fica bem no meio. Felipe já avisou: quer uma rede só pra ele quando voltar. Já tem rede nova para ele? “Já tem rede nova pronta", comenta. O velho Kaiabi mostra também os remos de que o neto tanto gosta. “Ele gostava de remar quando ele estava bom de saúde. Estava com saudade demais dele. Para a família, faz falta. Faz bastante falta”, comentou Yawot. Foi ideia do avô chamar o pajé para rezar pelo menino. "Eu estava preocupado muito com o meu netinho, com o Felipe. Tudo isso doeu pra mim", disse Yawot.
Está começando na tribo uma nova pajelança que completa o trabalho feito em São Paulo. A primeira parte do ritual é uma festa para o Felipe. O pajé pede pela saúde do menino e os índios acompanham. A cerimônia continua dentro da oca, com os objetos de Felipe. “Nós confiamos bastante que ele vai melhorar mais e vai voltar para cá, para a família dele", disse o chefe da tribo. Em São Paulo, uma surpresa: Felipe nunca deixou de tomar os remédios, mas de alguma forma a pajelança parece ter ajudado. Esse menino mudou com a chegada do pajé e com a pajelança? “Então, mudou”, diz Douglas Rodrigues, coordenador do projeto Xingu. “Ele não conseguia se movimentar. Tremia tudo, parece que sentia fraqueza”, diz o pai de Felipe, Mayup Kaiabi. “Depois desses quatro dias de pajelança, hoje eu já vi outro Felipe, andando, sorrindo”, Marcos Schaper, pediatra do projeto Xingu. Vai ficar em São Paulo por mais alguns dias, para fazer exames.

“Eu acho que não dá pra gente tratar a medicina do pajé, a medicina tradicional indígena com o mesmo enfoque que a gente faz com a medicina científica”, diz Douglas Rodrigues, coordenador do projeto Xingu. “Para mim, o que importa é que o Felipe, que é a pessoa que eu cuido, acredita. Que a família do Felipe acredita que a comunidade do Felipe acredita. Isso pra mim basta”, diz o pediatra do projeto Xingu. “Gostei demais do trabalho do pajé”, comentou o avô de Felipe.

Desejamos a todos muita PAZ e muita LUZ!!! AXÉEEEEEEE!!!
"Umbanda é coisa séria para gente séria"
Caboclo Mirim Pai Marco Caraccio

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Ogum

* Clique na imagem para vizualizar.



Os Exus

Exus são espíritos que já encarnaram na terra. Na sua maioria, tiveram vida difícil como mulheres da vida; boêmios; dançarinas de cabaré, etc. Estes espíritos optaram por prosseguir sua evolução espiritual através da prática da caridade, incorporando nos terreiros de Umbanda. São muito amigos, quando tratados com respeito e carinho, são desconfiados mas gostam de ser presenteados e sempre lembrados. Estes espíritos, assim como os Preto-velhos, crianças e caboclos, são servidores dos Orixás. Apesar das imagens de Exus, fazerem referência ao "Diabo" medieval (herança do Sincretismo religioso), eles não devem ser associados a prática do "Mal", pois como são servidores dos Orixás, todos tem funções específicas e seguem as ordens de seus "patrões". Dentre várias, duas das principais funções dos Exus são: a abertura dos caminhos e a proteção de terreiros e médiuns contra espíritos perturbadores durante a gira ou obrigações. Desta forma estes espíritos não trabalham somente durante a "gira de Exus" dando consultas, onde resolvem problemas de emprego, pessoal, demanda e etc. de seus consulentes. Mas também durante as outras giras (Caboclos, Preto-velhos, Crianças e Orixás), protegendo o terreiro e os médiuns, para que a caridade possa ser praticada.

Exú é Mau?
Muitos acreditam que nossos amigos Exus são demônios, maus, ruins, perversos, que bebem sangue e se regozijam com as desgraças que podem provocar .Mas por que este Orixá, irmão de Ogum, animado, gozador, alegre, extrovertido, sincero e, sobretudo amigo é comparado com demônios das profundezas macabras dos Infernos? Bem, para conhecer esta história vamos viajar para 6.000 anos atrás, até a antiga Mesopotâmia.A Demonologia Mesopotâmica influenciou diversos povos: Hebreus, Gregos, Romanos, Cristãos e outros. Sobrevive até hoje nos rituais Satânicos que muitos já devem ter escutado e visto notícias na televisão e lido nos jornais, principalmente na Europa e EUA.Na Mesopotâmia os males da vida que não constituíssem catástrofes naturais eram atribuídos aos demônios (No mundo atual as pessoas continuam a fazer isso). Os Bruxos, para combater as forças do mal tinham que conhecer o nome dos demônios e perfaziam enormes listas, quase intermináveis. O demônio mau era conhecido genericamente como UTUKKU. O grupo de 7 (sete) demônios maus é com freqüência encontrado em encantamentos antigos. Se dividiam em machos e fêmeas. Tinham a forma de meio humano e meio animal: Cabeça e tronco de homem ou mulher, cintura e pernas de cabra e garras nas mãos. Com sede de sangue, de preferência humano, mas aceitavam de outros animais. Os demônios freqüentavam os túmulos, caminhos (encruzilhadas), lugares ermos, desertos, especialmente à noite.
Nem todos eram maus, havia os demônios bons que eram evocados para combater os maus. Demônios benignos são representados como gênios guardiões, em número de 7 (sete), que guardam as porteiras, portas dos templos, cemitérios, encruzilhadas, casas e palácios.Os negros africanos em suas danças nas senzalas, nas quais os brancos achavam que eram a forma deles saudarem os santos, incorporavam alguns Exus, com seu brado e jeito maroto e extrovertido, assustavam os brancos que se afastavam ou agrediam os médiuns dizendo que eles estavam possuídos por demônios.Com o passar do tempo, os brancos tomaram conhecimento dos sacrifícios que os negros ofereciam a Exu, o que reafirmou sua hipótese de que essa forma de incorporação era devido a demônios.As cores de Exu, também reafirmaram os medos e fascinação que rondavam as pessoas mais sensíveis.


Mas Então Quem É Exu?
Ele é o guardião dos caminhos, soldado dos Pretos-velhos e Caboclos, emissário entre os homens e os Orixás, lutador contra o mau, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado.Exu, termo originário do idioma Yorubá, da Nigéria, na África, divindade afro e que representa o vigor, a energia que gira em espiral. No Brasil, os Senhores conhecidos como Exus, por atuarem no mistério cuja energia prevalente é Exu, e tanto assim, em todo o resto do mundo são os verdadeiros Guardiões das pilastras da criação. Preservando e atuando dentro do mistério Exu.Verdadeiros cobradores do carma e responsáveis pelos espíritos humanos caídos representam e são o braço armado e a espada divina do Criador nas Trevas, combatendo o mal e responsáveis pela estabilidade astral na escuridão. Senhores do plano negativo atuam dentro de seus mistérios regendo seus domínios e os caminhos por onde percorre a humanidade.Em seus trabalhos Exu corta demandas, desfaz trabalhos e feitiços e magia negra, feitos por espíritos malignos. Ajudam nos descarregos e desobsessões retirando os espíritos obsessores e os trevosos, e os encaminhando para luz ou para que possam cumprir suas penas em outros lugares do astral inferior.Seu dia é a Segunda-feira, seu patrono é Santo Antônio, em cuja data comemorativa tem também sua comemoração. Sua bebida ritual é a cachaça, mas não é permitido o uso de cachaça para ser ingerida dentro do terreiro durante as sessões, para este fim, cada um tem a sua preferência. Sua roupa, quando lhe é permitido usá-la tem as cores preta e vermelha, podendo também ser preta e branca, ou conter outras cores, dependendo da irradiação a qual correspondem. Completa a vestimenta o uso de cartolas (ou chapéus diversos), capas, véus, e até mesmo bengalas e punhais em alguns casos.A roupagem fluídica dos Exus varia de acordo com o seu grau evolutivo, função, missão e localização. Normalmente, em campos de batalhas, eles usam o uniforme adequado. Seu aspecto tem sempre a função de amedrontar e intimidar. Suas emanações vibratórias são pesadas, perturbadoras. Suas irradiações magnéticas causam sensações mórbidas e de pavor.
É claro que em determinados lugares, eles se apresentarão de maneira diversa. Em centros espíritas, podem aparecer como "guardas". Em caravanas espirituais, como lanceiros. Já foi verificado que alguns se apresentam de maneira fina: com ternos, chapéus, etc.Eles têm grande capacidade de mudar a aparência, podem surgir como seres horrendos, animais grotescos, etc.Às vezes temido, às vezes amado, mas sempre alegre, honesto e combatente da maldade no mundo, assim é Exú.


Algumas palavras sobre os exus:
Tem palavra e a honram;
Buscam evoluir;
Por sua função cármica de Guardião, sofrem com os constantes choques energéticos a que estão expostos;
Afastam-se daqueles que atrasam a sua evolução;
Estas Entidades mostram-se sempre justas, dificilmente demonstrando emotividade, dando-nos a impressão de serem mais "Duras" que as demais Entidades;
São caridosas e trabalham nas suas consultas, mais com os assuntos Terra a Terra;
Sempre estão nos lugares mais perigosos para a Alma Humana;
Quando não estão em missão ou em trabalhos, demonstram o imenso Amor e Compaixão que sentem pelos encarnados e desencarnados;
“Pela Misericórdia de DEUS, que me permitiu a convivência com essas Entidades desde a adolescência, através dos mais diferentes filhos de fé, de diferentes terreiros, aprendi a reconhecê-los e dar-lhes o justo valor. Durante todos estes anos, dos EXÚS, POMBO-GIRAS e MIRINS recebi apenas o Bem, o Amor, a Alegria, a Proteção, o Desbloqueio emocional, além de muitas e muitas verdadeiras aulas de aprendizado variado. Esclareceram-me, afastando-me gradualmente da ILUSÃO DO PODER. Nunca me pediram nada em troca. Apenas exigiram meu próprio esforço. Mostraram-me os perigos e ensinaram-me a reconhecer a falsidade, a ignorância e as fraquezas humanas. Torno a repetir, jamais pediram algo para si próprios. Só recebi e só vi neles o Bem.” – Testemunho de um Pai-de-Santo.

Exús e Kiumbas – O Combate
Ao contrário do que se pensa, os exus não são os diabos e espíritos malignos ou imundos que algumas religiões pregam, tampouco são espíritos endurecidos ou obsessores que um grande número de espíritas crêem. Os "diabos" ou demônios são seres mitológicos, já "desvendados" pela doutrina espírita, portanto, não existem.Espíritos trevosos ou obsessores são espíritos que se encontram desajustados perante a Lei. Provocam os mais variados distúrbios morais e mentais nas pessoas, desde pequenas confusões, até as mais duras e tristes obsessões. São espíritos que se comprazem na prática do mal, apenas por sentirem prazer ou por vinganças, calcadas no ódio doentio. Aguardam, enfim, que a Lei os "recupere" da melhor maneira possível (voluntária ou involuntariamente). São conhecidos, pelos umbandistas, como kiumbas. Vivem no baixo astral, onde as vibrações energéticas são densas. Este baixo astral é uma enorme "egrégora" formada pelos maus pensamentos e atitudes dos espíritos encarnados ou desencarnados. Sentimentos baixos, vãs paixões, ódios, rancores, raivas, vinganças, sensualidade desenfreada, vícios de toda estirpe, alimentam esta faixa vibracional e os kiumbas se comprazem nisso, já que se sentem mais fortalecidos. O baixo astral, mesmo sendo um imenso caos, tem diversas organizações, fortemente esquematizadas e hierarquizadas. Planos bem elaborados, mentes prodigiosas, táticas de guerrilhas, precisões cirúrgicas, exércitos bem aparelhados e treinados, compõe o quadro destas organizações. Muitas delas agem na plena certeza de cumprirem os desígnios da Lei Divina, onde confundem a Lei da Ação e Reação com o "olho por olho, dente por dente". Vingam-se pensando que fazem a coisa certa. Algumas agem no mal, mesmo sabendo que estão contra a Lei, mas enquanto a vingança não se consumar, não haverá trégua para os seus "inimigos". Acham que não plantam o mal, nem que a reação se voltará mais cedo ou mais tarde. Cada mal praticado por um espírito, o leva a cada vez mais para "baixo". As quedas são freqüentes e provocam mais e mais revoltas.Alguns espíritos caem tanto que perdem a consciência humana, transformando-se (ou plasmando) os seus corpos astrais (perispíritos) em verdadeiras feras, animais, bestas e assim são usados por outros espíritos como tais. Alguns se transformam em lobos, cães, cobras, lagartos, aves, etc.Outros espíritos chegam ao cúmulo da queda que perdem as características humanas, transformando os seus perispíritos em ovóides. Esta queda provoca além da perda de energias, a perda da consciência; ficando, com isso subjugados por outros espíritos.Apesar de todo este quadro, pouco esperançoso, das trevas. Mesmo sabendo que no nosso orbe o mal prevalece sobre o bem, há também o lado da Luz, da Lei, do Bem. E este lado é ainda mais organizado que as organizações das trevas.
Existem, também, diversas organizações, com variados trabalhos e ações, mas com um único objetivo de resgatar das trevas e do mal, os espíritos "caídos".Vemos colônias espirituais, hospitais no astral, postos avançados da Luz nos Umbrais, caravanas de tarefeiros, correntes de cura, socorristas, etc., afeitos e afinizados aos trabalhos dos centros espíritas. Vemos também, outros trabalhadores espirituais, ligados aos cultos afros.Especificamente, na Umbanda, vemos através das Sete Linhas, vários Orixás hierarquizados. Existem vários níveis na hierarquia dos Orixás. Começando pelos mais altos espíritos, que estão próximos do Criador, até os Orixás Menores ou Planetários (aqueles que são ligados e responsáveis por cada orbe, pela sua evolução).Abaixo destes Orixás, estão os chefes de legiões e suas hierarquias, Estes espíritos "chefes" usam as três roupagens básicas: Caboclos, Pretos-Velhos e Crianças.Outras entidades tais como: baianos, boiadeiros, marinheiros, etc., são espíritos que compõe as sub-linhas afeitas e subordinadas às sete linhas e aos chefes de legiões.Alguns caboclos, crianças ou pretos-velhos, às vezes, usam algumas destas roupagens para determinados trabalhos ou missões. Como em nosso Universo (Astral) as manifestações se dividem em duas e manifestam-se como pares: positivo-negativo, ativo-passivo, masculino-feminino, etc. A Umbanda, que é paralela ativa, tem como par passivo a Kimbanda (não confundir com a kiumbanda, que é a manifestação das trevas).A Kimbanda, que é a força paralela passiva da Umbanda, força equilibradora da Umbanda. A Kimbanda - São os Sete Planos Opostos da Lei, é o conjunto oposto da Lei. Quando falamos em "oposto" à Lei, não queremos dizer aquilo que está em desacordo à Lei, mas a maneira oposta de como a Lei é aplicada. Na Kimbanda que os Exus se manifestam, a Kimbanda, portanto é o "reino" dos Exus.Os Exus são os "mensageiros" dos Orixás aqui na Terra. Através deles, os Orixás podem se manifestar nas trevas. Então, para cada chefe de falange, sub-chefe, etc., na Umbanda, temos uma entidade correspondente (ou par) na Kimbanda.Os exus são considerados como "policiais” que agem pela Lei, no submundo do "crime" organizado. As "equipes" de Exus sempre estão nestas zonas infernais, mas, não vivem nela. Passam a maior parte do tempo nela, mas, não fazem parte dela. Devido a esta característica, os Exus, são confundidos com os kiumbas. Videntes os vêem nestes lugares e erroneamente dizem que eles são de lá.

Método e Atuação dos Exus

A maneira dos Exus atuarem, às vezes nos choca, pois achamos que eles devem ser caridosos, benevolentes, etc. Mas, como podemos tratar mentes transviadas no mal? Os exus usam as ferramentas que sabem usar: a força, o medo, as magias, as capturas, etc. Os métodos podem parecer, para nós, um pouco sem "amor", mas eles sabem como agir quando necessitam que a Lei chegue às trevas.Eles ajudam aqueles que querem retornar à Luz, mas não auxiliam aqueles que querem "cair" nas trevas. Quando a Lei deve ser executada, Eles a executam da melhor maneira possível doa a quem doer.Os exus, como executores da Lei e do Karma, esgotam os vícios humanos, de maneira intensiva. Às vezes, um veneno é combatido com o próprio veneno, como se fosse a picada de uma cobra venenosa. Assim, muitos vícios e desvios, são combatidos com eles mesmos. Um exemplo, para ilustrar:
Uma pessoa quando está desequilibrada no campo da fé, precisa de um tratamento de choque. Normalmente ela, após muitas quedas, recorre a uma religião e torna-se fanática, ou seja, ela esgota o seu desequilíbrio, com outro desequilíbrio: a falta de fé com o fanatismo. Parece um paradoxo? Sim, parece, mas é extremamente necessário.Outro exemplo é o vicio as drogas, onde é preciso de algo maior para esgotar este vicio: ou a prisão, a morte, uma doença, etc.A Lei é sempre justa, às vezes somente um tratamento de choque remove um espírito do mau caminho. E são os exus que aplicam o antídoto para os diversos venenos.Os Exus estão ligados de maneira intensiva com os assuntos terra-a-terra (dinheiro, disputas, sexo, etc.). Quando a Lei permite, Eles atendem aos diversos pedidos materiais dos encarnados.Os Exus tem sob o domínio todas as energias livres, contidas em: sangue, cadáveres, esperma, etc.Por isso, seus campos de atuação são: cemitérios, matadouros, prostíbulos, boates, necrotérios, etc. Eles lá estão, porque frenam (bloqueiam) as investidas dos kiumbas e espíritos endurecidos que se comprazem nos vícios e na matéria.Os kiumbas, seres astutos, conseguem se manifestar como um Exu, num terreiro muito preso às magias negras e assuntos que nada trazem elevação espiritual. Ao se manifestarem, pedem inúmeras oferendas, trabalhos, despachos, em troca destes favores fúteis. Normalmente eles pedem muito sangue, bebidas alcóolicas e fumo. Chegam a enganar tanto (ou fascinar) que fazem as mulheres que procuram estes "terreiros", pagarem as suas "contas" fazendo sexo com o médium "deles". Ou seja, eles vampirizam o casal, quando o ato sexual se efetua.Mas, e os verdadeiros exus deixam?É uma pergunta que comumente fazemos, quando estes disparates ocorrem.Os exus permitem isso, para darem lição nestes falsos chefes de terreiros ou médiuns. Como foi dito, os métodos dos exus, para fazer com que a Lei se cumpra, são variados.Muitas vezes, também, a obsessão é tão grande e profunda que os exus, não podem separar de uma só vez obsedado e obsessor, pois isso causaria a ambos um prejuízo enorme.Outras vezes, os exus, deixam que isso aconteça, para criar "armadilhas" contra os kiumbas, que uma vez instalados nos terreiros, são facilmente capturados e assim, após um interrogatório, podem revelar segredos de suas organizações, que logo em seguida, são desmanteladas. Alguns terreiros, depois disso, são também desmantelados pelas ações dos exus, causando doenças que afastam os médiuns, as pessoas, etc.
Existem algumas coisas com as quais um guia da direita (caboclo, preto-velho e criança) não lida, mas quando se pede a um Exu, ele vai até essa sujeira, entra e tira a pessoa do apuro.Se tiver alguém para te assaltar ou te matar, os Exus te ajudam a se livrar de tais problemas, desviando o bandido do seu caminho, da mesma forma a Pomba-Gira, não rouba homem ou traz mulher para ninguém, são espíritos que conhecem o coração e os sentimentos dos seres humanos e podem ajudar a resolver problemas conjugais e sentimentais.Para finalizar, se você vier pedir a um Exú de Lei (de verdade) para prejudicar alguém, pode estar certo que você será o primeiro a levar a execução da Justiça. Mas, se você não estiver em um centro sério, e a entidade travestida ou disfarçada de Exú aceitar o seu pedido... Bom, quando esta vida terminar, e você for para o outro lado... Você será apenas cobrado!
Devemos oferendar aos exus?
Os exus, como já foi dito, atuam intensamente no submundo astral. Grandes batalhas são travadas entre o bem e o mal. Muita energia é despendida nestas investidas e os exus, por atuarem assim, acabam gastando enormemente as suas reservas energéticas.Depois de vários "dias" trabalhando, eles se recolhem em seus "quartéis" e repõem parte destas energias e aproveitam e estudam, discutem novas táticas, etc.Quando fazemos alguma oferenda para os Exus, eles "capturam" as energias dos elementos oferendados, ou a parte etérica e "recarregam as suas baterias".
Mas, se o exu é um espírito, porque ele precisa de oferendas materiais ?Como eles estão ligados ao terra-a-terra e ao sub-mundo astral que é muito denso, os exus precisam retirar dos elementos materiais a energia que gastaram em seus trabalhos.
Quais elementos podemos oferendar ? Devemos tomar muito cuidado com o que oferendamos, pois, os elementos mais densos (sangue, carne, cadáveres, ossos), são atratores de espíritos endurecidos, que sentem necessidade de elementos materiais. Portanto, é melhor manipular elementos sutis nas oferendas (frutas, incensos, ervas, etc.)
Posso então oferecer um animal sacrificado para um exu? Pensemos bem, um animal inocente, tem que pagar, com a vida para que possamos reabilitar a nossa ligação com um exu?Creio que não devemos destruir uma vida por isso. Para harmonizar algo devemos desarmonizar outro? Não há muita lógica nisso.O sangue, por ter um alto teor energético, com certeza restauraria rapidamente as "baterias" de um exu.Mas, além deste aspecto pouco prático que é o sacrifício de um pobre animal, devemos considerar mais duas coisas:
Os inimigos da Umbanda, sempre se apegam a este tipo de oferenda para dizer que é uma religião demoníaca. Quando uma pessoa passa em frente a um despacho numa encruzilhada, aquela cena causa-lhe desagradáveis sensações e os seus pensamentos negativos vão se juntar à egrégora negativa já criada com um despacho.
Oferendas com sangue ou carne, atraem muitos kiumbas, às vezes, impedindo que o próprio exu se aproxime, portanto, estaremos alimentando os vícios destes espíritos.
Resumindo, é melhor não utilizar e manipular este tipo de elemento em oferendas, ebós, sacudimentos, etc., pois os resultados podem ser negativos e prejudiciais. Além disso, a verdadeira oferenda tem a principal função de reenergizar ou sublimar o próprio médium. Então, o melhor é oferendar elementos não densos, tais como frutas, ervas, velas, incensos, etc.Lembremos ainda que a UMBANDA não aceita o sacrifício de animais.
As Pombo-Giras
O termo Pombo-Gira é corruptela do termo "Bombogira" que significa em Nagô, Exu. A origem do termo Pomba-Gira, também é encontrada na história.No passado, ocorreu uma luta entre a ordem dórica e a ordem iônica. A primeira guardava a tradição e seus puros conhecimentos. Já a iônica tinha-os totalmente deturpados. O símbolo desta ordem era uma pomba-vermelha, a pomba de Yona. Como estes contribuíram para a deturpação da tradição e foi uma ordem formada em sua maioria por mulheres, daí a associação.Se Exu já é mal interpretado, confundindo-o com o Diabo, quem dirá a Pomba-Gira? Dizem que Pomba-Gira é uma mulher da rua, uma prostituta. Que Pomba-Gira é mulher de Sete Exus! As distorções e preconceitos são características dos seres humanos, quando eles não entendem corretamente algo, querendo trazer ou materializar conceitos abstratos, distorcendo-os.Pombo-Gira é um Exu Feminino, na verdade, dos Sete Exus Chefes de Legião, apenas um Exu é feminino, ou seja, ocorreu uma inversão destes conceitos, dizendo que a Pombo-gira é mulher de Sete Exus e, por isso, prostituta.É claro que em alguns casos, podem ocorrer que uma delas, em alguma encarnação tivesse sido uma prostituta, mas, isso não significa que as pombo-giras tenham sido todas prostitutas e que assim agem.A função das pombo-giras, está relacionada à sensualidade. Elas frenam os desvios sexuais dos seres humanos, direcionam as energias sexuais para a construção e evitam as destruições.A sensualidade desenfreada é um dos "sete pecados capitais" que destroem o homem: a volúpia. Este vicio é alimentado tanto pelos encarnados, quanto pelos desencarnados, criando um ciclo ininterrupto, caso as pombo-giras não atuassem neste campo emocional.As pombo-giras são grandes magas e conhecedoras das fraquezas humanas. São, como qualquer exu, executoras da Lei e do Karma.Cabe a elas esgotar os vícios ligados ao sexo. Quando um espírito é extremamente viciado ao sexo, elas, às vezes, dão a ele "overdoses" de sexo, para esgotá-lo de uma vez por todas. Elas, ao se manifestarem, carregam em si, grande energia sensual, não significa que elas sejam desequilibradas, mas sim que elas recorrem a este expediente para "descarregar" o ambiente deste tipo de energia negativa. São espíritos alegres e gostam de conversar sobre a vida. São astutas, pois conhecem a maioria das más intenções.
Devemos conhecer cada vez mais o trabalho dos guardiões, pois eles estão do lado da Lei e não contra ela. Vamos encará-los de maneira racional e não como bichos-papões. Eles estão sempre dispostos ao esclarecimento. Através de uma conversa franca, honesta e respeitosa, podemos aprender muito com eles.

Agora, eu te pergunto: o que você sente ao ser incorporado pelo teu Exú? Pense e depois me diga, se o que você sente não é uma poderosa força neutra que te retesa o corpo e as mãos. Você não sente ódio, rancor, maldade, perversidade, desejo de vingança, enfim, nada da caracterização de um ser monstruoso que alguns pensam ser nossos irmãos Exus. Não se esqueça que Exú muitas vezes é chamado de ”Compadre”, ou seja, aquele em quem você confia tanto, a ponto de dar seu filho para batizar. Observe que, comportamentos negativos como a agressividade e sensualidade exageradas demonstradas em determinadas incorporações podem ser derivadas do próprio médium. Se forem, o médium deve buscar conhecer e resolver o próprio problema.
Exús são demônios?
Pelo contrário... Os Exus, são os Senhores Agentes da Justiça Kármica, são quem guardam a cada um de nós e ao terreiro como um todo (Quem você acha quem são os vigilantes tão mencionados nos livros de Chico Xavier/ André Luiz?).Estão acima dos princípios do bem e do mal. Tem-se que entender que "demônio" vem do grego "demo". Termo utilizado por Sócrates para definir "espírito" e "alma". Por sua vez, em função dos valores "do bem e do mal", pelo fato de vivermos no mundo da forma, precisou-se estereotipar este "mal". Na realidade, "os demônios" estão dentro de cada um.Com relação aos espetáculos, que certas religiões mostram na televisão, com incorporação de “Exus” que dizem querer destruir a vida dos encarnados; podem até ocorrer manifestações mediúnicas, mas com certeza não são os Verdadeiros Exus da Umbanda que conhecemos. E sim os obsessores, vampirizadores e Kiumbas que usando o nome dos Exus, que os combatem, tentam marginalizá-los e difamá-los junto ao povo, que em geral não tem acesso a uma informação completa sobre a natureza dos nossos irmãos Exus. Outro fato muitíssimo importante, que ocorre em centros não sérios, é a manifestação de uma kiumba passando-se por uma Pombo-gira. Deve-se tomar muito cuidado, pois certamente ela estará apenas vampirizando as emanações sensuais do médium, podendo prejudicá-lo seriamente. Vale lembrar que às vezes, um consulente pode ficar fascinado ou encantado com uma Pombo-gira. O que fazer então? "Orai e vigiai" é o lema de todo médium. Devemos estar atentos não com os vícios alheios, mas com os nossos. Devemos direcionar as energias desequilibrantes e transformá-las em energias salutares, em ações benéficas.
Resumindo, EXU NÃO É O DIABO!!!
Basicamente existem três correntes de pensamento, que tentam explicar o nascedouro do vocábulo “Exu”.
A primeira corrente afirma que a palavra Exu seria uma corruptela ou distorção dos nomes Esseiá/Essuiá, significando lado oposto ou outro lado da margem, nomenclatura dada a espíritos desgarrados que foram arrebanhados para a Lemúria, continente que teria existido no planeta Terra.
A Segunda corrente assevera que o nome Exu seria uma variante do termo Yrshu, nome do filho mais moço do imperador Ugra, na Índia antiga. Yrshu, aspirando ao poder, rebelou-se contra os ensinamentos e preceitos preconizados pelos Magos Brancos do império. Foi totalmente dominado e banido com seus seguidores do território indiano. Daí adveio a relação Yrshu / Exu, como sinônimo de povo banido, expatriado. Saliente-se que entre os hebreus encontramos o termo Exud, originário do sânscrito, significando também povo banido.
A terceira corrente afirma que o nome Exu é de origem africana e quer dizer Esfera.
Ainda hoje, apesar dos esforços direcionados a um maior estudo no meio umbandista, os Exus são tidos, pelos que não conhecem suas origens e atribuições, como a personificação individualizada do mal, o diabo incorporado. Tal imagem é fruto de más interpretações dadas por pessoas que, não tendo a devida cautela em avaliar fatos e objetos de culto, passaram a conferir aos Exus o título de mensageiros das trevas.Esta imagem pejorativa de Exu-Orixá foi erroneamente absorvida e difundida por alguns umbandistas, sobretudo aqueles que tiveram passagem por cultos africanistas, o que fez com que uma gama de espíritos de certa evolução que vieram à Umbanda desempenhar funções mais terra-a-terra, fossem equiparados a falangeiros do mal, sendo até hoje os Exus simbolizados por figuras grotescas, com chifres, rabos, pés de bode, tridentes, sendo tal imagem do mal pertinente a outros segmentos religiosos.Em realidade os Exus constituem-se em uma notável falange de abnegados espíritos combatentes de nossa Umbanda. São hierarquicamente organizados e realizam tarefas atinentes à sua faixa vibratória. São os elementos de execução e auxiliares dos Orixás, Guias e Protetores, tendo, entre outras tarefas, a de serem as sentinelas das casas de Umbanda, de policiarem o baixo astral e anularem trabalhos de baixa magia. Ao contrário do que pensam alguns, têm noção exata de Bem e Mal. São justos, ajudando a cada um segundo ordens superiores e merecimento daquele que pede auxílio.São os Exus que freiam as ações malévolas dos obsessores que atormentam os humanos no dia-a-dia. São os vigilantes ostensivos, a tropa de choque que está alerta contra os kiumbas, prendendo-os e encaminhando-os à Colônias de Regeneração ou Prisões Astrais.Em algumas ocasiões baixam em templos de Umbanda, ou mesmo em templos de outras religiões, espíritos que tumultuam o ambiente, promovendo espetáculos circenses, galhofas, e se comportando de maneira deselegante para com os presentes, xingando-os e proferindo palavras de baixo calão. Comportamento como estes não devem ser imputados aos Exus, e sim aos Kiumbas, espíritos moralmente atrofiados e que ainda não compreenderam a imutável Lei de Evolução, apegados que estão aos vícios, desejos e sentimentos humanos.
Os Kiumbas, para penetrarem nos terreiros, fingem ser Caboclos, Pretos-Velhos, Exus, Crianças etc., cabendo ao Guia-chefe da Casa estar sempre vigilante ante a determinadas condutas, como palavrões, exibições bizarras, ameaças etc.Um outro aspecto importante que merece ser suscitado diz respeito a alguns "médiuns" infiltrados no movimento umbandista. Despidos das qualidades nobres que o ser humano necessita buscar para seu progresso espiritual, contaminam e desarmonizam os locais de trabalhos espirituais. Tentam impressionar os menos esclarecidos com gracejos, malabarismos, convites imorais, encharcados de aguardente."Desincorporados", atribuem aos Exus e Pombo-giras tais comportamentos.Fatos como estes são afetos a pessoas sem escrúpulos, moral ou ética, pessoas perniciosas que aproveitam a imagem distorcida de Exu para exteriorizarem o seu verdadeiro "eu". Estes "médiuns", não raras vezes, acabando caindo no ridículo, ficam desacreditados, dando margem, segundo a Lei de Afinidades, a aproximação e posterior tormento por parte dos obsessores.Os Exus são espíritos que, como nós, buscam a evolução, a elevação, empenhando-se o mais que podem para aplicarem as diretrizes traçadas pelo Mestre Jesus. É bem verdade que em seu estágio inicial os Exus ainda têm um comportamento às vezes instável, cabendo aos verdadeiros umbandistas o dever de não deixar que se desvirtuem de seu avanço espiritual.Alguns maus-Umbandistas, que se não agem por má-fé, o fazem por falta de vontade de estudar a respeito, difundem esta visão negativa de Exu, fazendo com que os iniciantes no culto fiquem temerosos quando um Exu se manifesta. Estes elementos prestam um desserviço à religião, promovendo o terror, a obscuridade, o conflito, a confusão. Diminuem os Exus à condição de espíritos interesseiros, astutos e cruéis; que são maus para uns e bons para outros, dependendo dos agrados ou presentes que recebam; de moral duvidosa, fumando os melhores charutos e bebendo os melhores uísques.A que ponto pode chegar a ignorância humana em visualizar estes seres espirituais como meros negociantes ilícitos, fazendo dos terreiros balcão de negócios, em total dissonância com o bom senso e a Lei Suprema. “Lamentável!!! Profundamente lamentável!!!” Esta é uma das expressões que mais passam pela mente dos verdadeiros e estudiosos umbandistas ao percorrerem alguns terreiros e verificar quão distorcido é o conceito sobre a figura dos Exus. Espíritos mal compreendidos, mas que, apesar disto, continuam a contribuir eficazmente para os trabalhos de Umbanda, como humildes trabalhadores espirituais, que não medem esforços para minorar o sofrimento humano.

Oração ao Povo umbandista


Oração da manhã

Amado Deus Olorum.

Tu és a luz da claridade.

Nesse novo dia que agora começa coloco minha vida em tuas mãos

E minhas ações na luz da tua luz.

Acolhe esse meu coração desejoso de viver na busca do essencial.

Neste instante, amado Olorum, eu lhe consagro todos os minutos deste dia.

Meus trabalhos, minhas preocupações, meus pensamentos, minhas palavras,

Minhas ações e meus lazeres são teus.

Dá-me hoje a tua luz poderosa para que eu compreenda o bem que preciso fazer.

Que eu seja sustentado por vossas entidades de luz, meu Pai, para que tenha força para não ceder ao mal que tentará bater à minha porta.

Que eu consiga hoje ser mais fraterno, mais irmão,

Mais compreensivo e mais capaz de perdoar.

E que eu perdoe meu Pai a todos com o amor incondicional e fraterno que me destes.

Dirige meus passos nos caminhos do bem e do amor.

Na simplicidade desta manhã, eu lhe ofereço meu dia.

Que assim seja!


Salmo 23 Umbandista

Oxalá é meu Pastor, nada me faltará

Faz deitar-me nos verdes campos de Oxossi

Guia-me Pai Ogum mansamente nas águas tranqüilas de Nanã Buruquê

Refrigera minha alma Pai Obaluayê

Guia-me mãe Yansã pelas veredas da justiça de Pai Xangô

E ainda que eu ande pelo vale da sombra e da morte de Omulú

Não temerei mal algum, porque Zambi está comigo

Pois o cajado de Oxalá é meu guia na direita e na esquerda

Consola-me mamãe Oxum

Prepara uma mesa cheia de vida para mim, oh mãe Yemanjá

Srs. Exus e Sras. Pomba-gira afastem de mim os inimigos da caminhada,

Unge a minha coroa com o óleo consagrado de Olorum

E o meu cálice que é meu coração transborde com a pureza das Crianças.

E certamente, a bondade e a misericórdia de Oxalá estarão comigo por todos os dias de minha vida.
Enviado por um filho de fé !!!
Desejamos a todos muita PAZ e muita LUZ!!! AXÉEEEEEEE!!!

"Umbanda é coisa séria para gente séria"

Caboclo Mirim Pai Marco Caraccio

EVOLUÇÃO E EQUILÍBRIO ESPIRITUAL


Nós buscamos através da espiritualidade a nossa evolução e sempre nos disseram que só evolui quem consegue evoluir espi­ri­tu­almente. O que é evoluir espiritualmente? Muitos dirão que é:
• Vestir a roupa branca e fazer parte de um terreiro, templo, centro, casa etc...
• Desenvolver sua mediunidade e conhecer “seus” guias espirituais.
• Fazer a coroa ou “Ori”.
• Realizar todos amacis e oferendas dos Orixás.
• Firmar ou assentar a sua esquerda: Exu, Pomba Gira e Exu Mirim.
• Realizar todos os cursos que puder.
• Ser Mago de todos os graus.
• Ser um médium desenvolvido
• Cumprir com suas responsabilidades mediú­nicas, etc.
Vou parar por aqui, pois já temos muitos exem­plos que dá para termos base suficiente para elucidar sobre evolução espiritual.

Evolução:
Deslocamento progressivo. Processo de trans­formação em que certas características ou atitudes tornam-se aos poucos mais complexas; desen­volvimento.

Evoluir:
Passar gradualmente de um estado a outro por uma série de transformações.

Evoluído:
Que atingiu elevado grau de desenvolvi­mento, de cultura. Apto a aceitar novas idéias, novos pa­drões de comportamento; adiantado; avan­çado.

Espírito:
A parte imaterial do ser humano; alma. Inteligência, pensamento, idéia.

Espiritualidade:
Qualidade ou caráter espiritual. O progresso metódico dos valores espirituais.

(Texto extraído do dicionário Aurélio).

A evolução física e humana só se dá quando estamos em sintonia e equilíbrio entre o corpo físico x corpo espiritual; isto significa que se estivermos passando por problemas tais como:

Estamos com dores nos dentes, pois estamos com cárie ou canal, ou uma gengivite ou uma in­fecção bucal.

Estamos com dores nas costas por má postura, falta de exercícios físicos ou desgaste ou cansaço físico.

Estamos hiper-tensos; pressão alta.

Estamos com estafa mental, ou falta de sono provocando insônia, ou excesso de sono.

Nós não estamos nos alimentando bem com sucos, frutas, legumes, grãos, proteínas etc...

Nos não estamos conseguindo nos organizar, em termos de tempo/hora, fazemos tudo correndo e não temos disciplina com horários.

Nós não sabemos respeitar nossos limites humanos.

Nós não realizamos nada mais que gostamos de fazer, não temos tempo de descansar, passear, descontrair, rir, brincar, etc...

Não temos mais tempo para nós, pois desen­volvemos vários papeis por dia como:
Pai, mãe, filho(a), funcionário, patrão, irmão(a), cunha­do(a), comerciante, vendedor.

Nós não temos condições monetárias, ou de­sempregado, ou não conseguimos sanar nossas dívidas, etc...

Tudo isso aqui escrito poderia ter páginas e mais paginas e não esgotaríamos todo o assunto.

Todos estes “problemas” humanos têm uma influência direta em nossa psique, ao qual acaba refletindo no nosso corpo espiritual e conseqüente­mente influência de forma paralisante a nossa me­diunidade.

Não tem como você atuar mediunicamente se esses problemas humanos interferem no seu emo­cional te desequilibrando, então o seu campo ou centro de energias sofre um desgaste muito ele­vado gerando assim interferência no seu lado es­piritual. Em alguns casos chega até a interferir no processo de incorporação.

Como evoluir espiritualmente se estou recal­cado, cheio de mágoas, decepções, expectativas, angustias, ansiedades, invejas, intrigas, fofocas etc... Será que é só freqüentando um terreiro e vestindo “a roupa branca” como uma máscara para ocultar ou acomodar-se na sua evolução humana, física e mental, querer disfarçar atrás de “pano de cabeça” seus tormentos, medos, falhas e pecados.

Afrontar a Lei Maior e a Justiça Divina é você jurar compromisso com a Divindade e não fazer nada para merecer o seu amparo, nem uma mu­dança, por mínima que possa parecer.

Mudar é todo dia.
Esquecer o passado também é todo dia.
Recomeçar é um presente.

Um presente que o nosso Divino Criador nos dá todos os dias como chances inigualáveis de oportunidade de renascimento diário.
Ter uma evolução espiritual é reflexo de seu interior. Dispa-se desses disfarces para que sua verdadeira evolução realmente aconteça.
Seja então real e verdadeiro consigo e saiba que não vamos conseguir mudar, alterar ou trans­formar o externo se nosso interno está em desarmonia. A saúde e a evolução do homem só se dá de fato se ele assumir que ambas caminham de mãos dadas. Corpo x mente x espírito.
Pense nisso.
Que Pai Oxalá te ilumine.
Um grande abraço.

Monica Berezutchi

PAI OGUM e JORGE DA CAPADÓCIA


POR MÔNICA BEREZUTCHI


No mês de abril, mais precisa­mente dia 23, é comemorado nos Templos de Umbanda, o dia de Pai Ogum.
Orixá da Lei Maior, que rege atra­vés das suas essências eólicas, direcio­nando, abrindo caminho, quebrando de­manda.
Protetor incansável de seus filhos que lutam por um mundo melhor, que ainda carregam dentro de si a mo­ral, a honra, o caráter, a retidão e a le­­al­dade.

Palavras essas que a princípio pa­recem muito fáceis de praticar, mas só quem as pratica de verdade, no mundo em que vivemos, sente o impacto que causa nas outras pessoas, achando que tais atitudes são “falsas”, e que hoje não existem mais pessoas com conteúdos interiores nobres.
Por isso, sofrem discriminação, são per­seguidas, vilipendiadas e acusadas de querer apa­rentar o que não são.

Com todas essas acusações e atra­vés delas, só se sabe realmente quem é de fato um filho de Ogum, aquele que passa por isso, e mesmo assim não se corrompe, não desce seu nível vibrató­rio, não compro­mete sua espiritualida­de, e principalmente não destrói seus princípios.

Pai Ogum tem a liberdade de percor­rer os campos da consciência dos seus filhos, aqueles que são verdadeiros ma­nifestadores de suas essências vivas e Divinas. Em suas manifestações, o Orixá Pai Ogum quando ‘incorpora’ em seus filhos traz uma postura de guerreiro.

O seu elemento é o ferro e suas armas simbólicas são: espadas, lanças e escudos.

Suas pedras são: granada, hematita, rubi, magnetita, sodalita e ágata azul.

Suas cores: vermelho, azul escuro, branco e prata.

Saudação: Ogum Yê! Seus pontos cantados são fortes e marciais.

Os guias espirituais que se mani­festam sobre a irradiação de Pai Ogum são: fortes, firmes e direcionadores, tendo como missão trazer a ordem, a disciplina, tanto do ambiente quanto da mente dos médiuns e consulentes.

Qualidades de Pai Ogum:
Pai Ogum Matinata;
Pai Ogum Beira Mar;
Pai Ogum Iara;
Pai Ogum Megê;
Pai Ogum 7 Espadas;
Pai Ogum de Lei;
Pai Ogum Rompe Mato.

Temos o sincretismo:
São Jorge e Santo Expedito.

Flores: Cravo vermelho, crista de galo, palma vermelha, antúrio, espa­da de São Jorge.

Ponto de Força: Campo aberto, encruzilhada, estrada e caminhos.

Tudo é regido por uma Lei imutável:
a Lei do Criador, que é a ordem das coi­sas em todos os planos da vida e em todos os níveis consciências.

Lei Divina é a Lei Maior, que rege tudo e a todos e conduz para sua senda evolutiva.
A Lei da Umbanda é essa Lei de Deus, justa e poderosa.
As outras leis estão dento dela:
carma, reencar­nação, causa e efeito e afinidades.

A Lei Maior é o campo de atuação de Pai Ogum, que ordena os procedi­mentos, os processos e as normas ditadas pelo Divino Criador, anulando tudo que estiver em desacordo com ela.

Seu campo de atuação é a linha divisória entre a razão, a emoção e a orde­nação dos processos e proce­dimentos.
É o Senhor do Movi­mento, o Senhor dos Caminhos e das Es­tradas, o Senhor que Quebra Demandas e Arrebenta as Amarras e nos liberta. Quando a Lei quer recompensar, é Ogum quem nos dá. Quando caminha­mos rumo à Luz, Ogum está à nossa di­rei­ta para nos proteger com seus símbolos, escudos e espadas.

Que o escudo de Pai Ogum possa proteger todos àqueles que, trabalham na Umbanda com o objetivo da verda­deira fé, amor e caridade.
Saravá Ogum!
Salve Ogum!
Axé Ogum!

Jorge da Capadócia
Musica/poesia/oração de dominio publico
Gravada por Jorge Ben Jor / Caetano Veloso / Racionais MC / Fernanda Abreu

Jorge sentou praça na cavalaria
E eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia
Eu estou vestido com as roupas e as armas de Jorge
Para que meus inimigos tenham pés...
e não me alcancem!
Para que meus inimigos tenham mãos...
não me peguem, não me toquem!
Para que meus inimigos tenham olhos...
e não me vejam!
E nem mesmo um pensamento eles possam ter...
para me fazerem mal!
Armas de fogo...
Meu corpo não alcançarão!
Facas, lanças se quebrem...
Sem o meu corpo tocar!
Cordas, correntes se arrebentem...
Sem o meu corpo amarrar!
Pois eu estou vestido...
Com as roupas e as armas de Jorge ! ! !
Jorge é de Capadócia...
Salve Jorge!

Jorge é de Capadócia...
Salve Jorge!
Salve Jorge!
Salve Jorge!


Monica Berezutchi
é Sacerdotiza de Umbanda

DISCRIMINAÇÃO RELIGIOSA ! ! !


UMBANDISTA
Você conhece seus direitos e deveres?

Você sabia que:


Todas as religiões tem os mesmos direitos e deveres?

Discriminação religiosa é crime?

Ninguém pode ser discriminado em razão de credo religioso.

No acesso ao trabalho, à escola, à moradia, à órgãos públicos ou privados,
não se admite tratamento diferente em função da crença ou religião.

O mesmo se aplica ao uso de transporte público, prédios residenciais ou
comerciais, bancos, hospitais, presídios, comércio, restaurantes, etc.

A mais alta Corte brasileira, o Supremo Tribunal Federal, já decidiu que a
discriminação religiosa é uma espécie de pratica de racismo.

A pena para o crime de discriminação religiosa pode chegar a 5 anos de reclusão.

No caso de discriminação religiosa, a vítima deve procurar uma Delegacia de
Polícia e registrar a ocorrência. O Delegado de Polícia tem o dever de instaurar inquérito, colher provas e enviar o relatório para o judiciário, a partir do que terá início o processo penal.

Você conhece as leis nas quais se fundamentam estas afirmações?
Já pensou que a única maneira de nos estabelecermos e caminharmos de cabeça erguida é tomando conhecimento de nossos direitos e deveres?
Alguns textos, poemas e fotos foram retirados de variados
sites, caso alguem reconheça algo como sua criação e não
tenha sido dado os devidos créditos entre em contato.
''A intenção deste blog não é de plágio, mas sim de espalhar conhecimento..."
Joaozinho

paijoaozinho@terreirodavobenedita.com