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sábado, 10 de outubro de 2009

Viajando no Canto de Mamãe Oxum


Viajando no Canto de Mamãe Oxum
Escrito por Alex de Oxóssi
30-Apr-2009.


Fiquei feliz da vida, não porque alguma coisa especial tinha ocorrido. Estava simplesmente feliz. Existem pessoas que apenas sorriem quando coisas boas sucedem, ou outras que nem assim sorriem. O que sei é que, muitas vezes na madrugada, fico extremamente feliz. Da varanda da minha casa olho pro céu e contemplo as estrelas. Agradecendo por existir... Apenas isso já é motivo de sobra para ser feliz... Deitei - me. Fui dormir pensando nisso. Lentamente fui relaxando e sentindo uma grande soltura energética, conseqüência natural da dilatação da aura. Sei que isso favorece a projeção da consciência e resolvo relaxar ainda mais, pensando firmemente em projetar - me. Começo a ter pequenos relampejos de luz dentro da tela mental, conseqüência da ativação do chacra frontal. É, parece que hoje vou “voar pelo astral a fora...” Perco a consciência, não sei por quanto tempo. O que sei é que quando acordo, estou bem à frente de um rio. Suas águas são tão límpidas que não resisto. Pulo dentro dele e começo a brincar. Aproveitando da ótima lucidez extrafísica, mergulho, saio voando, mergulho de novo... Até quando chego a frente de uma bela cachoeira. São sete quedas d´águas incríveis. Lá percebo uma senhora depositando algumas flores junto as grandescachoeiras. É uma senhora negra, toda vestida de branco. Aproximo - me para melhor observar. Vejo que ela canta em uma língua antiga, acho que é yorubá. Da cachoeira, diversos "espíritos da natureza" femininos surgem, são todas muito parecidas. Para minha surpresa a negra me chama ao seu encontro. Aproximo - me ainda mais e percebo que conheço aquela senhora. É a negra “Dita”, Preta-Velha de amor incomensurável a quem eu tanto estimo. Lá estava ela, fazendo uma oferenda no Astral para sua amada mamãe Oxum. Achei inusitada aquela situação. Perguntei:
_Vovó, o que a senhora pede em vossa oferenda?

_ Ah meu filho, é aqui que venho pedir por todos. Por aqueles que me procuram, mas também para aqueles que não me conhecem. Pedir por toda a humanidade, por aqueles que passam fome, por aqueles que são tristes, por aqueles que não tem uma só pessoa que possa orar por eles. Peço por todos aqueles que não são amados.

É aqui, no reino da minha amada mamãe Oxum Sete cachoeiras, que choro a tristeza dos tristes, para que o sorriso da alegria possa nascer, um dia, em seus lábios. É aqui que me abro em compaixão e acompanhada dessas filhas diretas de Oxum, nós cantamos e saímos por aí levando um pouco do bálsamo da Senhora das cachoeiras.

Bálsamo esse, que outro não é, se não o amor!

_Vem, cante um daqueles pontos bonitos que você conhece. Vamos fazer uma oferenda bem bonita para mamãe Oxum. Uma oferenda para toda a humanidade, para todo o planeta...

E logo eu e a Preta-Velha do meu coração arrumávamos as flores ao redor das cachoeiras. Também cantávamos e pulsávamos luzes por todos.

Foi quando as filhas encantadas e encantadoras de mamãe Oxum começaram também a cantar, e aí o para chacra cardíaco abriu - se todo e uma vibração de amor me invadiu. Era uma vibração muito maior do que eu podia agüentar, era algo realmente divino.

Chorei...Chorei e Chorei...

O que dizer, fazer ou sentir quando escuta - se o canto do amor? Foi então que um grande fluxo de luz dourada desceu sobre a Preta-Velha de nome “Dita”.

Era uma projeção energética da própria senhora Oxum das Sete cachoeiras. A querida guia espiritual dirigiu - se a mim e tocou com a mão direita minha testa. Um fluxo de idéias imediatamente surgiu em minha mente. Na verdade, o que ocorreu, foi que a querida Dita recebeu a vibração direta da mamãe Oxum Sete cachoeiras e como uma médium atuando no plano astral a compartilhou diretamente comigo.

Eu, com minhas próprias capacidades, não conseguiria captar diretamente o fluxo de vibrações que a Senhora das Sete cachoeiras projetava. Aquela vibração de amor puro era muito sutil, mas ao mesmo tempo tão forte, que eu não tinha “cacife espiritual” para agüentar. Era “muita areia para meu caminhão mediúnico”, vamos assim dizer!

O importante mesmo é que tocado por aquela vibração, eu, a preta – velha, as filhas queridas e diretas de Oxum, além dos muitos outros guias espirituais e espíritos encarnados projetados que agora eu percebia, inclusive um caboclo Sete cachoeiras que tinha sido meu amparador - guia “invisível até ali”, saímos a realizar algum tipo de trabalho espiritual onde pudéssemos dividir essa maravilhosa experiência e compartilhar a vibração.

Muitos volitavam para participar de trabalhos de assistência extrafísicos. Eu fiquei a olhar para a querida Dita com o semblante interrogativo:

_ Meu filho, muitas coisas podem ser feitas. Mas, talvez, o melhor seja que você acorde e escreva essa experiência. Divida com os outros a energia desse momento, através dos seus textos. E mostre para eles que do lado de cá a vida continua assim como o trabalho, os Orixás e o amor também... Senti um puxão na parte posterior da nuca e voltei.

Lembrava – me com detalhes até certa parte da experiência, mas em alguns pontos a lembrança exata fugia da mente. Esse tipo de esquecimento é natural, pois o cérebro físico não consegue registrar em sua memória as imagens de um plano mais sutil e com leis diferentes. O cérebro físico pode apenas captar e registrar os acontecimentos na matéria, no astral as coisas são diferentes, o que gera uma “pane” no cérebro, favorecendo o esquecimento da experiência fora do corpo. Mas de alguma forma lembrava de tudo que tinha ocorrido, mesmo que os locais e os rostos não fossem mais tão vivos em minha mente.

Mas o mais incrível era o sentimento. Sentia algo vivo dentro de mim. Lembrei de um amigo, que sempre diz, que o mais importante nas atividades espirituais e mediúnicas é o “sentir”...

Levantei rápido e coloquei uma bela música. Fiquei quietinho esperando as lembranças voltarem naturalmente.

Novamente senti – me tocado no coração. Agora eu novamente lembrava e principalmente, sentia com toda intensidade. Estava novamente “carregado” com aquela vibração. E é por aquela vibração que envolveu a todos que lá estiveram, que escrevo as linhas abaixo. Espero que elas possam compartilhar o clima espiritual sadio e amoroso:

“ Existe apenas uma só coisa que pode existir por si só. Algo que não depende dos outros para viver e brilhar. Algo que nunca escurece, nunca fica triste ou odeia, pois sua natureza é apenas bem – aventurança. Existe em tudo e está na base de tudo. Une as pessoas pois é a mais bela manifestação da divindade, afinal, é a manifestação primordial. Sem ele nada frutifica, nada existe... Está no olhar da mamãe, está no canto da divindade. Está em cada partícula cósmica que compõe o universo. Está em cada átomo, em cada célula que nos constituem. Está principalmente no centro do coração, pois é lá que ele pode ser sentido em todo seu esplendor. Lá onde a alma canta...

Abram – se para isso, para Ele.

Abram o coração e deixe fluir por ele o canto sagrado da mamãe Oxum.

O Canto do amor. Sim, o amor, pois é ele, e apenas ele, que pode existir por si só e é a verdadeira espiritualidade manifesta em nossas vidas.

Ele que é o grande mistério, capaz de transformar a tudo.

Lembrem – se que aonde a couraça é tão dura, que até mesmo a forte espada falha, apenas as águas do amor podem curar. Lembrem também que a Lei e a Justiça só têm sentido, se forem a Lei e a Justiça do amor...

Pensem nisso, afrouxem as amarras do ressentimento e perdoem. Fraco não é aquela que chora, mas sim aquele que agride. Grande de alma e forte em espírito é aquele que vive pela canção do amor.

Nada o pode derrubar, ele não tem inimigos e tudo se transforma com a sua simples presença. Essas são as grandes almas, pois elas queimam em amor...

Existe algo de divino em cada um de nós. Sei disso. É a centelha, é o atman, é a alma pura. Ela brilha lá no coração e é eterno, nada pode apagar.

É o fruto do amordo Criador...

É a pura existência e a existência pura!

Ah, como antes eu não percebia isso.

Realmente não existem motivos para tristezas nem desilusões. Afinal esse brilho, é o mesmo dos olhos e coração da Oxum.

O mesmo dos olhos e coração do Criador... Poxa, mas afinal, todos existimos eternamente! Só isso não é motivo de sobra para sermos felizes e rirmos mais da vida?”

Fernando Sepe – 28 de janeiro 2006.

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