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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Pajé tenta curar indiozinho cego por meningite


Ritual aconteceu em hospital de São Paulo.

Um indiozinho doente chegou a São Paulo. Os pais, desesperados, decidiram chamar um pajé para salvar a vida do menino em um ritual indígena de cura.
Em um hospital público de São Paulo, o pajé, líder espiritual da tribo, reza e canta. Ele parece sem fôlego, exausto.

Felipe é o indiozinho Kaiabi que participou do ritual. Ele tem apenas 5 anos e uma doença grave. O fungo causador da criptococose se instalou nos pulmões e no cérebro do menino, que desenvolveu uma infecção respiratória crônica e também uma forma rara de meningite. “Esse fungo existe na natureza. Então a gente pode pegar através de fezes de pombos, eucaliptos, mata, e normalmente a gente aspira esses fungos. A maioria das pessoas resolve essa infecção, porque tem defesa boa e acaba não desenvolvendo o quadro”, diz Maria Aparecida Ferrarini, pediatra infectologista da Unifesp.

Em 20%, porém, pessoas sem qualquer problema imunológico, como Felipe, podem contrair a doença. É um mistério?

“É uma criança que a gente não tem o que responder. A gente faz um toque no rosto dele, a gente conversa, cochicha com ele.
Ele é muito risonho, ele é muito bonzinho. Ele só fica chateado mesmo quando ele está com a dor, que aí ele não quer conversa, ele chora”, diz a pediatra.
A meningite aumenta a pressão dentro do crânio, o que provoca dores de cabeça muito fortes. O tratamento é penoso: há sete meses, Felipe luta contra a infecção. Primeiro em mato grosso, e, nos últimos dois meses, no hospital São Paulo. “Ele está esgotado de hospital, ele quer sair porque é muito difícil, né, permanecer, para uma criança que é criada livremente, imagina um índio, você ficar preso numa cama”, diz Maria Aparecida.
A vida de Felipe nunca mais será a mesma. “Ele está cego e isso é irreversível”, diz a médica. Apático, o menino não queria comer e nem sair da cama. A família pediu, então, a ajuda de um pajé. Yawa Mi U foi trazido pelo projeto Xingu, da Universidade Federal de São Paulo, que há mais de 40 anos trabalha com índios e hoje cuida de Felipe.

Para a tradição indígena, maus espíritos atrapalham o tratamento. “Porque ele tem os espíritos que está desviando o remédio da doença dele”, diz Yawa Mi U. A pajelança levou quatro dias. A gente viu o senhor ali caindo. O que foi aquilo? “A febre que o paciente tem e a dor que o paciente tem penetra no corpo do pajé. A gente sente muito fraco quando a gente faz pajelança”, diz o pajé. O indiozinho tomou também um banho com ervas medicinais e raízes. O remédio combate febre alta e a dor do corpo. É um remédio que só o pajé mesmo sabe. Agora ele pode tomar a medicina do hospital, agora vai combater a medicina diretamente na doença que ele tem para ele sarar o mais rápido possível. A reza não terminou no hospital. O Fantástico acompanhou o pajé, de avião e de barco, até a aldeia de Felipe, que fica na região do Xingu, em Mato Grosso. A equipe de reportagem visitou a oca do indiozinho e convesou com o avô dele.

Ele dorme junto com a mãe e com o pai. Ele fica bem no meio. Felipe já avisou: quer uma rede só pra ele quando voltar. Já tem rede nova para ele? “Já tem rede nova pronta", comenta. O velho Kaiabi mostra também os remos de que o neto tanto gosta. “Ele gostava de remar quando ele estava bom de saúde. Estava com saudade demais dele. Para a família, faz falta. Faz bastante falta”, comentou Yawot. Foi ideia do avô chamar o pajé para rezar pelo menino. "Eu estava preocupado muito com o meu netinho, com o Felipe. Tudo isso doeu pra mim", disse Yawot.
Está começando na tribo uma nova pajelança que completa o trabalho feito em São Paulo. A primeira parte do ritual é uma festa para o Felipe. O pajé pede pela saúde do menino e os índios acompanham. A cerimônia continua dentro da oca, com os objetos de Felipe. “Nós confiamos bastante que ele vai melhorar mais e vai voltar para cá, para a família dele", disse o chefe da tribo. Em São Paulo, uma surpresa: Felipe nunca deixou de tomar os remédios, mas de alguma forma a pajelança parece ter ajudado. Esse menino mudou com a chegada do pajé e com a pajelança? “Então, mudou”, diz Douglas Rodrigues, coordenador do projeto Xingu. “Ele não conseguia se movimentar. Tremia tudo, parece que sentia fraqueza”, diz o pai de Felipe, Mayup Kaiabi. “Depois desses quatro dias de pajelança, hoje eu já vi outro Felipe, andando, sorrindo”, Marcos Schaper, pediatra do projeto Xingu. Vai ficar em São Paulo por mais alguns dias, para fazer exames.

“Eu acho que não dá pra gente tratar a medicina do pajé, a medicina tradicional indígena com o mesmo enfoque que a gente faz com a medicina científica”, diz Douglas Rodrigues, coordenador do projeto Xingu. “Para mim, o que importa é que o Felipe, que é a pessoa que eu cuido, acredita. Que a família do Felipe acredita que a comunidade do Felipe acredita. Isso pra mim basta”, diz o pediatra do projeto Xingu. “Gostei demais do trabalho do pajé”, comentou o avô de Felipe.

Desejamos a todos muita PAZ e muita LUZ!!! AXÉEEEEEEE!!!
"Umbanda é coisa séria para gente séria"
Caboclo Mirim Pai Marco Caraccio

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