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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Espaço do Erveiro


Espaço do Erveiro
por Adriano Camargo
Jornal de Umbanda Sagrada - 03 - 2009


Salve sagrados irmãozinhos e irmãzinhas nas ervas!
Existem tantas variáveis para um benzimento, banho ou defumação, quanto para uma simpatia de proteção, independente de ser umbandista ou não.
A maioria das simpatias tem base sustentadora na energia de algum santo católico.
Por exemplo, é muito comum a simpatia de São José, onde a pessoa deve abdicar de alguma fruta (ou alimento) por um ano; simpatias de Santa Edwiges, Santo Antonio, etc...
Esse é um campo de magia religiosa, popular é claro, mas não desprezível, pois movimenta energias.

Muita gente não sabe, mas nesse momento de se fundamentar uma simpatia acontece um pacto energético.

Isso mesmo, um pacto, que muitas vezes é para o bem da pessoa.
E podemos dizer sem medo de errar que esse é um pacto consigo mesmo, mais do que com um fator externo aos propósitos individuais. Esses acordo servem como contrato estabelecido, e a pessoa que o propõe, se coloca inteiramente dentro daquele campo energético, o que propicia a realização deste. Muito bem, e o que isso tem a ver com as ervas?

Na verdade, a Umbanda, como religião baseada no sincretismo, acabou absorvendo esse dito conhe­cimento popular, e vemos muitos médiuns passando isso para seus guias – opa, é isso mesmo!

O médium aceita esse conhecimento e as entidades acabam fluindo por esse estado de pensar do aparelho mediúnico e transmitindo-o por certo como parte ritualística da Umbanda. O sincretismo serve para termos parâmetro de comparação das energias dos Orixás com nosso padrão humano; é a forma humanizada, dentro de um contexto, dessa energia.
Ervas, pedras, elementos naturais de modo geral, esses sim fazem parte da religião de Umbanda.
Quando dizemos que a Umbanda; e estendo isso aos cultos de matriz africana; é a religião da natureza, entendemos que a natureza a nosso dispor vibra a favor da natureza humana.

Mediunidade é auto conhecimento acima de tudo.
Conhecer a si próprio, sua capacidade e entender o caminho a percorrer na escala da evolução.
Entender que temos muito o que aprender e melhorar e não ter vergonha de reconhecer sua deficiências.

Conhecer a função mediúnica é fundamental.
Res­ponder as perguntas básicas é fundamental:
Porque sou médium?
Qual minha função?
O que posso fazer de bom com isso?


Amigo médium, sua função não é somente prever o futuro de alguém e preveni-lo de algo.
Sua função pri­mordial é compreender a natureza.
Seja a natureza a sua volta e principalmente a natureza humana.


Seja menos julgador e mais observador.


Sinta a necessidade de cada pessoa em seu intimo e não apenas o que ela fala.

O ser humano tem uma ca­pacidade incrível de mentir para si próprio e exteriorizar isso, principalmente quando em consulta espiritual, ou conversando com um médium, que ele sabe que tem um trabalho religioso.
Esse é o conhecimento sobre a natureza humana.
E o médium precisa apren­der lidar com isso.
Os guias espirituais são craques em deixar a pessoa à vontade para que sua verdade venha à tona.
E mostram isso pra nós o tempo todo, inclusive lidando com a nossa própria verdade.

E a natureza a nossa volta, as ervas, pedras, ba­nhos de mar, cachoeira ou rio, oferendas nos pontos de força, são fundamentos da Magia Natural de Um­banda. Aprender e compreender o que são e como fun­cionam dependem de empenho, dedicação e força de vontade do médium.

A espiritualidade vem fornecendo ferramentas cada vez mais poderosas, simples e objetivas para nós. E não tem desculpa: estudar é preciso, buscar é ne­cessário, aprender é fundamental.

Conhecendo sua religião, evita-se misturar simpatias católicas com processos de magia natural, e assim levar conhecimento, bom senso e responsa­bilidade ao trabalho caritativo de benefício à evolução do semelhante.
É isso turminha, benção de Papais e Mamães Orixás em nossa vida !
Sucesso e muita saúde a todos!


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